sexta-feira, 20 de junho de 2008

5.000 visitas em apenas quatro meses. Dá para acreditar?

Dia 20 de junho de 2008. Está entrando no ar, mais uma edição do Guerrilha Aberta comemorando quatro meses de funcionamento em alto estilo, com nove publicações no ar e quase 5.000 visitas em todo o Brasil e em outros países pelo mundo. Em comemoração, a Guerrilha Aberta, junto com a Vinnyl 69 Produções e a Hostnet está produzindo um evento no próximo dia 06 de julho, das 9h às 17h no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro, chamado Maratona de Artistas de Rua.com, evento que envolverá mais de 10 artistas e grupos de arte de rua, em 15 apresentações com entrada franca. NÃO PERCAM!

Nessa edição ainda temos uma entrevista exclusiva com o grupo musical teatral Dona Zefinha, direto de Itapipoca, Ceará. O grupo começou em 2001, a desenvolver um trabalho, onde as artes não mais se limitam e são uma coisa só: Dança, Música, Teatro e artes afins. Outra convidada aqui a ser entrevistada é a ilustre Marcella Maria, que já trabalha há 10 anos, no mercado independente teatral, cultural do Rio de Janeiro.

Nossos colunistas Mauro Vianna e Leo Carnevale trazem suas colunas NotaPreta e Galhofa, onde Leo traz o segundo capítulo de sua novela: Sorrub e Oileruá, enquanto Mauro traz um breve relato sobre o evento do Prêmio Camélia da Liberdade 2008. Entre nossos colunistas também temos novas estréias: Dalva Beltrão, que escreverá em sua coluna EstrelaDoce, sobre assuntos diversos e personalidades no universo das artes. Em sua coluna de estréia, Dalva fala um pouco sobre a vida e como era: Jamelão.

Abrindo nossa AGENDA temos o evento Filé de Peixe que acontece nessa sexta-feira (20/06), a partir das 21h, na Lapa. Esse evento traz um verdadeiro apanhado de vários grupos e ações isoladas que acontecem pelo Rio de Janeiro, unindo diversas artes em um único lugar.

Seguindo, a semana, na sexta-feira (27/06), o grupo OFF-Sina exibe o filme: "Sobre Atores e Palhaços" e realizam a leitura da comédia de Circo-Teatro: "O Príncipe da Maçonaria", com direito a um Caldinho verde, no final. No sábado (28/06), acontece das 15h às 23h o Arraial Cultural da Lapa, no Recordatório e no finalzinho da noite, acontece ainda a segunda edição da Festa ANTÍDOTO, no Cine Lapa, a partir das 22h, com palhaços, fotografias, música, bebidas e balada. Ufa! Acabou...

Para finalizar, o Grupo Teatral Milongas estará realizando uma festinha em sua sede, na Tijuca, com o tradicional Caldo Verde, acompanhado de música, histórias e microfone aberto para comédia em pé (Stand Up) e entre outras coisas. O grupo diz que é só chegar, chegando...

E finalizando na seção Download, um verdadeiro achado: o blog Nerdson que através do humor e quadrinhos retrata o universo nerd, da cultura digital, dos conhecimentos livres, com ilustres personagens como os super-heróis Libman & APIboy e o palhaço Bozo, que participam dos quadrinhos.

Aguardem a próxima edição. Eventos extraordinários estão para chegar! E como diria os Mutantes: "Os Alquimistas Estão Chegando..."

Boa leitura!
Do seu editor,

Entrevista com Dona Zefinha

Nossa entrevista nessa edição é com a Banda Dona Zefinha, comporta por Orlângelo Leal (voz, marimbal, rabeca, viola e violão), Vanildo Franco (Pífanos, vocal e percussão), Ângelo Márcio (Percussão, vocal e sax), Maninho (bateria), Paulo Orlando (percussão, performance e vocal), Joelia Braga (Percussão, vocal e figurinos) e Gerson Samuel (Trompete, flauta e violino), só quem responde em nome do grupo é Orlângelo Leal, que também é ator, dramaturgo, diretor teatral, compositor e educador. Orlângelo é artista cearense desde 1992 e pesquisador da cultura popular brasileira. Com vocês, a palavra: Orlângelo Leal!


Guerrilha Aberta: Quem é Dona Zefinha? Como a banda se formou, desde o início dos anos 90, na cidade de Itapipoca, no Ceará?
Orlângelo Leal: Surgimos em 1993 em Itapipoca, Ceará, como um grupo de teatro cujo nome era “Trupe Metamorfose”. Passamos a pesquisar teatro de rua, palhaços e cultura popular a partir do repertório de espetáculos que íamos montando ex.; Em 1996 “O Auto da Camisinha”, teatro de rua, Em 1997, “Três Faniquitos sem Concerto”, espetáculo de clown, em 1998 “O Auto do julgamento” também rua.
O que tinha em comum entre os espetáculos era que ao mesmo tempo estávamos pesquisando e compondo a trilha sonora, estávamos também aprendendo a tocar instrumentos de percussão, pandeiro, zabumba, rabeca, marimbal, pífano, viola etc.. Tudo com o intuito de colocar em cena e tornar mais rico nosso trabalho cênico.
Nesta época ainda não tínhamos noção que poderíamos virar uma banda. Esta idéia só foi acontecer em 2000 quando participei da montagem de “Morte e vida Severina” com o grupo Expressões Humanas, onde atuei e compus a trilha sonora do espetáculo.
No festival de Guaramiranga de 2000 o “Morte e vida Severina” foi super premiado. Ganhei uma rabeca do Nelson da Rabeca por Catarina D’ Labouré, fiquei encantado com o presente. Eu fazia o colégio de direção teatral e nos reuníamos para beber e cantar as canções dos espetáculos. Acho que foi por ai o embrião da banda.
Lançamos em 2000 o espetáculo “Cantos e Causos” um apanhado de músicas cênicas e performances oriundas da pesquisa teatral. Assim nasce Dona Zefinha.
O “Cantos e Causos” foi gravado ao vivo no Theatro José de Alencar em 2001, junto com o disco lançamos um clip “Xilogravando”, com direção de Renata Gomes. O clip virou uma faixa no disco e fez muito sucesso por aqui, participamos até de festival de cinema. Muita gente ainda procura o disco, pena que só foram feitas 1000 cópias.



GA: Vocês são uma grupo musical, que mesclam diferentes linguagens artísticas, tais como a dança e o teatro. Tendo até se apresentando no último Anjos do Picadeiro - Festival Internacional de Palhaços. Como vocês se auto-definem, nesse caldeirão de artes?
Orlângelo: Como uma companhia de teatro de rua e banda de música brasileira, autoral e independente, que mistura criatividade e diversão a partir de elementos sonoros, cênicos e coreográficos, invocando os arquétipos ancestrais das manifestações da cultura popular brasileira. Temos como elementos inspiradores: a música contemporânea urbana, a música tradicional rural, desde as origens “ibero-afro-ameríndia” da musicalidade brasileira a sua relação com outras culturas.


GA: Escutando o seu último Cd: "Zefinha foi a feira", parece uma verdadeira viagem pelos ritmos nordestinos e pela rica cultura Brasileira. Como foi o processo de construção desse além, tendo todas as músicas como autorais?
Orlângelo: Desde a gravação do “Cantos e Causos” ao “Zefinha vai a feria” foram seis anos. Tempo suficiente para amadurecimento do grupo, entrada e saída de novos membros, viagens, shows, troca de experiências com outros grupos, ensaios e muita criação. Com o show “Cantos e Causos” nos apresentamos em Buffet, Praça José de Alencar, centros culturais, vários estados do Brasil, Estados Unidos, Coréia e Alemanha. A cada show testávamos canções novas e experimentos sonoros elaborados nos quartos de hotéis.
Com o “Zefinha vai a Feira” Sabíamos com mais clareza o que agora pretendíamos fazer. Não somos uma banda de rock, somos um grupo de música brasileira contemporânea e a pluralidade sonora do universo Brasileiro é imensa, isso é muito bacana e nos deu pano de fundo para uma criação livre de rótulos, apesar de que o mercado queira nos enquadrar no regional por não utilizarmos guitarra nem batida eletrônica.
O que fazemos é um som orgânico inspirado no mais profundo Brasil, trazendo elementos da atitude roqueira e o tribalismo do eletrônico. Nossas inspirações estão nos mestres dos folguedos, nas ladainhas, nos cortejos, gente que não está na mídia e que não são reconhecidos como artistas apenas como folclore a exemplo de Biliu de Campina cantador de embolada que é tão rapper quanto MV Bill, ou as toadas de cavalo marinho executadas pelas rabecas Pernambucanas que considero tão psicodélicas quanto as guitarras de Jimmy Hendrix.
Acho que o Brasil precisa se reconhecer melhor. Vivemos desde a colonização um processo de crise existencial de negação de identidade. Vivemos os sonhos, os desejos, a língua, o comportamento e a cultura do dominador. Precisamos identificar a cada instante quem é o dominador e para quem estamos a serviço. Tudo é muito volátil e a velocidade em que vivemos nos torna prisioneiros cegos do cotidiano.
O “Zefinha vai a feira” foi construído dentro do conceito de contemporaneidade e tradição com letras instigantes sobre conflitos urbanos sociais, tecnologia, globalização e consumismo exagerado. Num ajustado de baião, cantoria de viola, toadas, marchas, batuques de candomblé, música caipira e samba. Mostrando que o Brasil é brega o por sermos brasileiros somos rock, somos funk, somos universais.


GA: A cultura nordestina vem revelando grandes talentos culturais, no universo da música, do teatro, da literatura. Na opinião de vocês, o que faz a região nordeste ser um celeiro de talentos culturais?
Orlângelo: O nordeste é um espaço de contradições sociais. Espaço de lutas populares, guerrilhas e sofrimento. Também é um ambiente onde se cultua a religiosidade, fé e alegria. O sagrado e o profano se fundem nas festas, no dia-a-dia, no trabalho, na família e na comunidade. No Cariri, o homem que trabalha no campo é o mesmo que reza e dança no reizado de congos com saia vermelha. Existe aí o espaço da imaginação e da brincadeira. Ambiente da fertilidade do fantástico, do sons, do movimento da liberdade de criação pelo prazer de brincar.
Somos assim nordestinos, herdeiros da bravura indígena e da força do trabalho negro. Somos caboclos, mamelucos e cafuzos. Construímos Brasília, a transamazônica e o sul maravilha. E por onde as andanças cheguem vai junto a culinária, a linguagem popular, as canções de trabalho e a capacidade de recriação e adaptação ao novo. Luiz Gonzaga considerado o maior representante da cultura nordestina é o pioneiro que apontou para o Brasil um mercado musical em ebulição, e só foi capaz porque viveu e aprendeu com os pais e com seu povo os costumes e as tradições que o nordeste mantém ainda hoje, sua poesia e sonoridade são orgânicas e viscerais.


GA: Vocês estão sempre em viagem pelo Brasil e qual o panorama das artes que vocês poderiam dizer que o Brasil está?
Orlângelo: No quesito criação acho que vai de vento em polpa. A cada dia me surpreendo com a qualidade das produções, experimentos sejam cênicos ou sonoros que os grupos de teatro, dança e música realizam. Tem muita gente boa nos quatro cantos do Brasil produzindo o melhor da arte Brasileira.
Agora no que diz respeito a produção o negócio pega. Vivemos um momento muito ruim para divulgação na mídia televisiva. Existe um monopólio muito grande impedindo que a população tenha acesso a diversidade. Falta espaço na mídia para construção do pensamento, debates sobre estética, sobre produção entre outros elementos que compõem o fazer artístico. Imagino que o povo que mora no Acre deva fazer uma música interessante que os Cearenses não conhecem. Da mesma forma acho que ainda nosso trabalho não tocou naquela região. Espero que com o advento da TV digital este quadro possa mudar e que a pessoas tenham acesso a diversidade e possam escolher uma programação mais livre.
Ainda sobre produção no Brasil vou me referir ao Ceará, como exemplo que conheço. Manter um grupo artístico no mercado Cearense é tarefa árdua. É muito caro ficar em cartaz, as salas de teatro continuam vazias. As rádios não tocam independentes se não pagam o jaguar. Os cachês dos centros culturais estão defasados (muito baratos). Faltam mais eventos culturais, faltam mais escolas de formação em artes no Ceará. Cabe aos grupos muita criatividade e jogo de cintura para permanecerem vivos.
Resta ao poder público, empresas e entidades a criação de políticas culturais de sustentabilidade. Os editais são um bom começo, facilitam a circulação de alguns produtos culturais em outras praças. Estimulam a produção de Cd´s., espetáculos, pesquisa, mas não pode permanecer apenas neste modelo ainda falta estender os braços, criar tentáculos, projetos e mais projetos menos burocráticos e mais dinâmicos.


GA: Na sua opinião, o que é ser artista no Brasil?
Orlângelo: Quando dou aulas de teatro para iniciantes, eu sempre digo que o artista brasileiro deve dedicar 8 horas de trabalho por dia. 4 para os ensaios e estudos e 4 para produção do trabalho.
Ser artista é ter um trabalho autônomo com identidade e personalidade e saber projetar este produto nos quatro cantos do mundo. Festivais, eventos, editais, temporadas, gravadora, não importa o que for, como diria meu professor de teatro Clóvis Levi: “tem que saber dominar os meios”.



Para mais informações e ouvir músicas,
ACESSE: www.donazefinha.com.br

Entrevista com Marcella Maria

Nossa segunda entrevista dessa nona edição é com a atriz Marcella Maria, que nasceu em Nilopolis (baixada fluminense do Rio de Janeiro), se identificou com comunicação, começou a fazer publicidade, mas acabou caindo no teatro. Hoje em dia, ela tem várias profissões e segundo ela própria "desenvolve o seu pão de cada dia"...

Com vocês, conheçam um pouco mais de Marcella Maria!


Guerrilha Aberta: Você é atriz, cantora, palhaça, organizadora de eventos, radialista e por ai vai. O que você faz atualmente e em quais projetos culturais que está inserida e qual deles você se dedica mais? Marcella Maria: Estou estruturando dois projetos: PANELLA NO AR, que eu adaptei o espetáculo Panella da Marcella, que é uma sátira de programa de auditório para a rádio-online com um formato de transamerica e aquelas coisas não quero dar o nome aos burros por não saber nem o que possa acontecer, mas bem o outro é o próprio PANELLA DA MARCELLA, onde estou montando novos números e possibilidades de executa-los e a MC CHUPARINA, que deixou de ser atriz para fazer sucesso cantado funk.
No momento me dedico nas oficinas, que quero que meu corpo fique preparado para qualquer cena .

GA: Você trabalha na área cultural do Rio de Janeiro faz alguns anos. O que você poderia dizer sobre o "mercado cultural" do Rio de Janeiro? Quais os pontos positivos e negativos do Rio, no seu ponto de vista? Marcella: Certo, são 10 anos que atuo no Rio . Uma meeeercadoria ruim poucos salvam. Eu vou começar pelo ponto negativo: Cara os teatros estao caros pra ca..... e quem tem que absorver isso que são estudantes de teatro etc...Estudantes que estão formando sua opinião e eu ainda tenho sorte de ter amigos da profissão e de vez enquando recebo convites para assistir um trabalho ou outro. Eu queria realmente ter dinheiro para todos os espetáculos e não pedir, mas...
A Prefeitura tinha que se ligar nestes trabalhos que acontecem no estado que são independentes e dar um tempo nesta zorra total e nas amigas. Vou citar alguns trabalhos indenpendente day: Filé de peixe, Ratos Diversos , Panella da Marcella, Circo da Silva , Pé de laranjeira fruto e poesia e por ai vai ....
Agora, os pontos positivos: São os que me dão forças para continuar e estão trabalhando sua forma. e tem personalidade. Coisa que falta no Rio e por conta desta, somos os percurssores de movimentos artísticos: Cia dos atores, Teatro de Anônimo, Armazém, Moitára e por ai vai.


GA: Sobre o ponto de vista artístico, Márcio Libar declarou em entrevista passada, que a arte é individual, isto é, o processo de construção e amadurecimento é um processo solitário. Você concorda com essa afirmação, já que está sempre inserida em processo coletivos?
Marcella: Sim concordo plenamente. Eu tive que sair de uma companhia para produzir mais. Então comecei a escrever poesias e monta-las como performan. Daí, veio o Panella, Mc Chuparina.
Eu acho que o artista tem que conhecer o seu individual para complementar o coletivo. Eu amadureci totalmente o meu processo quando fiquei sé e não sei se posso dizer que hoje tenho coletivo, mas trabalho com uma pessoa que é o Montano que tambem é bem individual, mas chega pra somar .
Não estou inserida a coletivo nenhum, só conheço muitas pessoas que se movimentam.


GA: Você gostaria de dizer alguma coisa livremente, inclusive, de fazer uma pergunta a si mesmo, que eu não fiz? Marcella: Eu quero divulgar ok? Panella no Ar todas as segundas às 14 horas, no site: www.radiogruta.com e mesmo que vocês não consigam assistir ao vivo o programa fica gravado durante a semana. Po cara me sinto bem! Não quero forçar nada, estou satisfeita, mas joga um tempero lá na panella e fica de boa.

GA: Para finalizar, na sua opnião, o que é ser artista no Brasil? Marcella: Bem lá vai: O artista para mim é o polico do século tem opinião e se transforma, trasnformando a vida em teatro, música, performa .....para que as pessoas não só se indentifiquem, mas comecem a pensar no futuro do país e de sua vida, se reeducar. A minha preocupação é a educaçao!

O artista brasileiro:
Sou palhaço brasileiro sem picadeiro desempregado sem pai nem mãe.

Sou palhaço brasileiro sem picadeiro desempregado sem pai nem mae
O artista ta rua ta ganhando pão
O artista está fazendo por satisfação
Pra ganhar um trocado ou um pé na bunda

Começou o show juntou a multidão
O artista não é só da televisão
Mambembi é outro papo mambembi ta na rua

Ta de cara se espondo ao ridiculo .

Mas é filiz

Sou
palhaço brasileiro sem picadeiro desempregado sem pai nem mae.
Fabio Maracutaia

Marcella Maria

Tuninho Menucci


Mas a realidade é que existem poucos artistas de verdade, não é só pintar, tem que sentir.
Sinta-se bem obrigada a todos Beijos!

Rio de Janeiro realiza 1o. Maratona de Artistas de Rua.com, no Aterro do Flamengo


No primeiro domingo de Julho, dia 06, o Aterro do Flamengo, aos domingos vai sediar a Maratona de Artistas de Rua.com, reunindo mais de 10 artistas e grupos de teatro e arte de rua das 9 horas até as 17 horas, com um total de 15 apresentações. O evento é uma realização da empresa de hospedagem Hostnet, que já realiza o projeto de inclusão digital, colocando trechos dos artistas de rua, do Rio de Janeiro, no Largo da Carioca e em outros lugares, no site, como forma de fazer com que a arte desses artistas cheguem a outros lugares impensáveis.

O evento vai acontecer entre as ruas Buarque de Macedo e a Rua Tucumã, em cinco tendas, onde a
abertura será realizada às 9 horas com o espetáculo “Pulitrica”, com Leo Carnevale e encerramento às 17 horas com um Cabaré, coordenado por Márcio Libar. Segundo a organização, o objetivo maior é trazer aos artistas que se apresentarão, a oportunidade de se conhecerem e trocarem informações entre si. Com isso eles poderão estabelecer um sentimento de cumplicidade entre si.

O evento é uma realização e co-produção da Vinnyl 69 Produções e conta com apoio do Sesc, Belmonte, Devassa e Restaurante Oklahoma.

Conheça os artistas:
www.artistaderua.com

Galhofa: Sorrub e Oileruá - CAP. II

Sorrub e Oileruá
Um história de Amor entre um dissoluto perdulário e sua sobejante bucelária!
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Capítulo II


Sorrub era um indivíduo achaparrado, vivia no meio dos festins licenciosos, foi assim desde de criança.
Alias, quando criança...
Nasceu numa noite de lua nova, o céu era de um negrume luminar, fazia calor e as damas-da-noite, pequeninas flores branco-esverdeadas, que só exalam seu perfume quando em noite de luar, naquela noite exalavam um vigoroso odor.
Sua mãe era paraense. O pai era..., bom, o pai era um pouco carioca, maranhense, capixaba, rio grandense, brasiliano, brasiliense, brasilense, brasílico, brasílio.

Nasceu em casa, no quintal em casa, em baixo de uns arbustos de damas-da-noite no quintal em casa.
De repente uma dor no baixo ventre e lá vinha nascendo aquele menino muito apertadinho, cabia nas duas mãos de tão apertadinho, quando caiu no chão sobre os arbustos de damas-da-noite, foi envolvido por aquela fragrância, emanações voláteis de um aroma sedutor.
Sua mãe era uma meretrícula e assim ganhava a vida. Sorrub foi criado nos conventilhos da cidade, era um bebezito bem faceto e as moças logo se apaixonaram por ele.

Jubiloso e alegre cresceu o miúdo. Sob um alisar de mãos, foi crescendo, crescendo, as raparigas da casa de passe nutriam por ele um apreço e um grande apego também. Sua mãe fazia as saias por ele. Assim, Sorrub teve uma boa educação, estudando em colégios sérios.
Para as musas do serralho, ele prestava muitos serviços, desde a compra de pequenos utensílios, a compor pequenas missivas, que as dignas enviavam aos mais diversos cantos, onde o correio alcança.
E elas também a ele ensinavam de tudo um pouco na arte de futere. Rapidamente ele se viu formado e de cannutu na mão.

Na academia complementava aprendendo as artes da língua, falada e escrita. Tinha a palavra fácil. Compunha.
Formou-se com louvor na Academia e no Alcouce.

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Quem é Leo Carnevale?
Ator, palhaço, diretor, escritor e colunista. Leo Carnevale desenvolve seu espetáculo "Pulitrica" pelas ruas, praças e onde for bem vindo seu Palhaço Afonso Xodó. Há algum tempo, está desenvolvendo sua capacidade literária voltada ao humor, ao teatro e a palhaçaria, aqui apresentada como Galhofa.

EstrelaDoce: Jamelão tua voz era uma beleza!

José Bispo Clementino dos Santos, para quem não sabe é o Jamelão, um dos mais importantes interpretes de samba enredo, que nunca admitiu ser chamado de puxador. "Isso é coisa de bandido", dizia ele.
Nascido em 12 de maio de 1913, em São Cristóvão. Jamelão foi sem dúvida parte fundamental da Escola de Samba que tanto amou – Estação Primeira de Mangueira. Foi engraxate, vendedor de jornais e operário de fábrica de tecido. Freqüentava rodas de samba, onde tocava cavaquinho e tamborim. Até um certo dia foi levado pelas mãos de um mangueirense – Gradim, para a verde e rosa e começou a tocar na bateria da escola.
Nas rodas de samba que sempre acabava com a chegada da polícia. Jamelão decidiu cantar e sua voz afinada, levou-o a interpretar sambas enredo da Mangueira. Antes de ser Jamelão, José Bispo recebeu o apelido de "Saruê", ele nunca definiu como e quem o apelidou de Jamelão.

Sua carreira começou em 1947, quando venceu o concurso de calouros da extinta Radio Clube do Brasil. Gravou pelo selo Continental. Em 1949, se tornou o interprete oficial da Escola de Samba Mangueira. Três anos depois ingressou como crooner na orquestra Tabajara de Severino Araújo. Nessa época a big band de Tommy Dorsey vem ao Brasil e numa apresentação na rádio Tupi, Jamelão fez um dueto inesquecível que rendeu uma turnê a Europa.
Ao retornar da Europa volta a gravar pela Continental, com a sua voz suave e romântica ele imortalizou clássicos da MPB como "Leviana" de Zé Ketti e "Folha Morta" de Ari Barroso. Mais tarde em 1959, fez enorme sucesso com a música de Lupicínio Rodrigues "Ela disse-me assim" e em 1968, entra para a ala dos compositores da Mangueira.

Jamelão tinha a fama de ser uma pessoa mal-humorada e temperamental, chegava nos lugares e gostava de ficar quieto, não era de muita conversa como conta o maestro Anselmo Mazzoni: "Certa vez ele me pediu que o levasse no Centro Cultural Carioca para rever o lugar em que trabalhara ele ficou tão calado que nem se quer quis cumprimentar a cantora que o homenageará interpretando duas de suas composições".
Houve uma época em que a Orquestra Tabajara Fazia baile aos domingos na Galeria dos Empregados do Comércio e Jamelão era o crooner quando ele interpretava Folha Morta os casais para de dançar para ouvi-lo e aplaudi-lo.
Anselmo Mazzoni foi um grande amigo onde ficava hora da madrugada contando coisas do passado, com ele gravou um CD. Jamelão gravou: "Sou livre viver com você em sonho", de Anselmo Mazzoni e Victor Hugo, que o apresentador da rádio Manchete Francisco Carioca cantou no sepultamento.

"Hoje só resta viver em sonho tudo que acabou".

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Quem é Dalva Beltrão?
Artista Plástica de mão cheia e jornalista. Dalva é do samba e faz parte da direção do bloco de carnaval: Bagunça Meu Coreto. Conhecedora de muitas artes e muitas, mas muitas pessoas no universo artístico. Ela chega no Guerrilha Aberta para somar forças e falar sobre o que ela quiser.

Filé de Peixe realiza segunda edição de 2008

Nesta sexta-feira (20/06), a Lapa vai tremer novamente com a segunda edição do ano de 2008, do evento Filé de Peixe, que reúne artistas de diferentes lugares e artes em um único lugar. Durante todo o evento vão acontecer uma mostra coletiva de fotografia e uma video-instalação: "Desenrolando os Fatos" com o grupo 13 Numa Noite. Além deisso, vai rolar intervenções, perfomances, filmes e poetas convidados, no tradicional microfone aberto na P.elícula E.pidérmica P.ulsante - PEP, onde artistas declamam seus textos e poemas, sob a intervenção sonora da banda MystiCow e projeção de slides e super-8 ao fundo.

Entre os artistas perfomáticos estarão: Ótica Abstrata - Nadam Guerra, Make Over - Daniela Mattos, Invernais - Lenita Arêas e Per.formando - Rommel Cerqueira. Já entre os poetas convidados estão: Chacal, Heyk Pimenta, Giulia Drummond e Bárbara Boneca. Fazendo intervenções sonoras está o grupo Pontogor e Intervenções está novamente o grupo 13 Numa Noite, que vai realizar "Carimbo" e "Arte de Fachada", com Grupo Gomo.

Já nos filmes estão programados para exibir: Cachorro Morto de Andrei Müller, Gustavo Speridião, Karinão e Flavinho; Há Fetos de Renata Than; Artistaderua.com do Coletivo Artista de Rua; Cinema Platônico de Bárbara Kahane; Pequeno Poema em Prata de Cristiana Miranda; Minar de Bruno Côrte-Real e na Mostra Coletiva de Fotografia estarão expostos trabalhos de 12 artistas: Simone Rodrigues, Marco Antônio Portela, Ângela Santos, Pilar Rocha, Fabricio Cavalcanti, Greice Rosa, André Sheik, Juliana Blumer, Felipe Cataldo, Igor Cabral e Fátima Portilho.


SERVIÇO:
FILÉ DE PEIXE

Quando: Dia 20 de Junho, sexta-Feira às 21hs.
Onde: Rua Conde de Lages, 27, Lapa
Entrada: R$ 2,00

Grupo Offsina realiza evento: Sexta-feira Lá em Casa

Na próxima sexta-feira (27/06), o grupo OFF-Sina irá realizar em sua sede: Gran Circo Teatro Garagem, a terceira edição do evento: "Sexta-feira Lá em Casa", que exibirá o filme: "Sobre Atores e Palhaços" e logo após a leitura da comédia de circo-teatro: "O Príncipe da Maçonaria" e o testemunho ocular e visual de Tião D'Ávila e Palhaço Treme-Treme. Segundo o grupo, o objetivo do evento é fortalecer, incentivar, difundir, fomentar, propagar, desenvolver, resgatar e promover o CIRCO-TEATRO, através de uma coletânea de obras oriundas de diversas linguagens artísticas.

"
Sobre Atores e Palhaços" é um filme que retrata o encontro de atores de formação acadêmica do teatro contemporâneo com atores de Circo-Teatro formados pela tradição circense, na apresentação do espetáculo "Biribinha contra o monstro Frankstein", filmado no Teatro Biriba. No elenco, Franco Adriano, Cidinha Passos, Franco Neto, César Augusto, Janaína Passos, Gláucia Grígolo e Renato Turnes. Direção de Gláucia Grígolo e Renato Turnes. Produção Vinil Filmes.

"
O Príncipe da Maçonaria" é uma comédia de circo-teatro publicada pela Ottoni Editora, na coleção Acervo do Riso, organizada por Heytor Barsalini e Isiely Ayres, que será lida pelo grupos Off-Sina e De 4 no Ato. No elenco, Bruno Queiroz, Filippe Neri, Gilvan Balbino, Lilian Moraes e Pâmela Vicenta. Direção de Richard Riguetti.

Após a programação cultural, será
servido um caldo verde e a conversa vai rolar solta. Quitutes juninos serão bem vindos para alegrar a noite.



SERVIÇO:
SEXTA-FEIRA LÁ EM CASA

Quando: Sexta-feira, 27 de junho às 20h
Onde: Gran Circo - Teatro Garagem
(Rua Filinto de Almeida, 75, Cosme Velho - RJ)

ENTRADA FRANCA

NotaPreta: Carta ao Seu Xangô

Prezado Xangô,

Vem aí, o prêmio CAMÉLIA DA LIBERDADE 2008, mas neste momento que seus brothers verde-rosa como Darcy da Mangueira e Jamelão nos deixam grande legados, é bom lembrar, a liberdade da Camélia de anos anteriores. Voltemos em no tempo:

O Prêmio Camélia da liberdade que há 3 anos oxigena a política cultural do Rio de Janeiro, fez um link histórico com o abolicionista José do Patrocínio. É que na terça-feira, 9 de abril, o Centro de Articulação de Populações Marginalizadas, cujos timoneiros são Maitê Ferreira da Silva e Ivanir dos Santos, revestiu o centenário Teatro João Caetano de nossas cores e dores através das artes integradas à educação, à militância, e às ações trabalhistas de empresas afirmativas. Tudo isso, amarrado, costurado e mixado pelo talento da atriz e coreógrafa Carmen Luz. Aplausos!!!!!
O carinho de nossa comunidade fez jorrar merecidamente uma cachoeira de "Positives Vibrations" sobre a Dama do Teatro, RUTH DE SOUZA. Aplausos de pé!
Jorge de Sá, filho da ex-psicóloga e atual cantora Sandra de Sá (ex-militante da TV OLHO de Duque de Caxias, a primeira TV Comunitária do Brasil) quebrou a liturgia do cargo ou, na linguagem teatral, colocou belos "cacos" para reforçar as reverências a nossa Palma de Ouro, em Cannes, nos anos 60: "Dona Ruth de Souza, uma referência! Quanta honra!" Entendeu, agora, o link com José do Patrocínio?
Sim? Não? Pelo sim, pelo não, os apresentadores mexeram com nossos corações ao convidar ninguém menos do que a bailarina clássica MERCEDES BATISTA. Cadeira de rodas em movimento, eis que La Batista se comove ao encontrar a velha amiga:
- Rutinha! A Ruth está aqui!. Ruth minha amiga de infância! Você se lembra dos nossos passeios? Lembra-se dos nossos deliciosos sonhos? Deliciosos e enormes sonhos quando éramos crianças?

Ruth de Souza, iluminada, sorria, intercambiando luz com Mercedes Batista com total cumplicidade de um lotado João Caetano. Obrigado Carmen Luz!!!!
Arrebatados, os convidados para ceia da Camélia da Liberdade tiveram um baque atrás do outro. Afinal, depois das aulas de sabedoria de Mercedes Batista, via telão, sucecedeu-se um desfile de valores religiosos (Mãe Mabeji, Ogã Bangbala), sociais (Maria Inês da Silva Barbosa – Programa Gênero e Raça das Nações Unidas), literários (CONCEIÇÃO EVARISTO), pedagógicos (UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS, UNIVERSIDADE DO ESTADO DE GOIÁS, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS, UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA, UNIVERSIDADE ESTADUAL DE LONDRINA, UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS) e empresariais (PRÊMIO INCENTIVO ESSO). O Professor Ivanir dos Santos, porém, abrira os trabalhos historiando a trajetória político-cultural do Ceap. Como a lista é enorme, vamos ficar com os atuais: O RAPPA, CIDADE NEGRA, MV BILL, AFRO-REGGAE. O Ceap não foi incubadora só para estes artistas, a casa também serviu de berçário, ninho e creche para várias organizações não governamentais, geradas no Centro de Articulações de Populações Marginalizadas.


Show de coerência!
Na seqüência surgem os bailarinos-voadores da Cia. Étnica de Teatro e Dança. Carmen Luz, durante os ensaios, inflava a auto-estima dos meninos e meninas: - Quase não ensaiamos. Somos a Cia. Ética, não somos bagunça. Vamos fazer nosso melhor. Vamos nos doar e nos entregar na apresentação desta noite. Os bailarinos seguiram à risca as recomendações da diretora. Resultado: uma chuva de APLAUSOS!
Na cola, pano rápido: roadies em ação, walk-talk, comunicação e UAU!!!! Lá vem BNEGÃO rasgando, riscando e grafitando o desenho hipnótico do iluminador Djalma Amaral.
Ex-Farofa Carioca, BNEGÃO descarregou uma sonoridade futurista, processada a partir da mais autêntica e tradicional black-music. Que Farofa, que nada! O nome dele é sincretismo, miscigenação, mestiçagem, brasilidade... O nome dele é AFRICAN- DIAPORIC WORLD MUSIC!
A adrelanina mexeu com a pressão dos músicos e das atrações seguintes. A prova foram os instrumentistas de BNEGÃO sacolejando ao som da pesada percussão do Congo do Grupo Para-folclórico (o que é isto?) Mirim da Ilha. A bateção de cabeças coroou o peso do congo do Espírito Santo.

Demorô!!! Logo, logo o rufar dos tambores capixabas invadiu o camarim de Leci Brandão... Milagrosamente, o Congo despachou a indisposição física da compositora mangueirense.
E aí, irmão, foi aquilo: "É SOM DE PRETO. É SOM DE FAVELADO. MAS QUANDO TOCA NINGUÉM FICA PARADO".


Seu Xangô da Mangueira,
Sei que seu apelido não tem origem nos terreiros de Candomblé. Sei também que o senhor é compositor, cantor, jongueiro, calangueiro, improvisador e versador, mestre do partido-alto. Sei que o senhor nasceu no Estácio, em 19 de janeiro de 1923. Desfilou pela Escola de Samba Unidos de Rocha Miranda, em 1935 e passou pela Portela. Mas se firmou na Mangueira, que foi 7 vezes campeã sob sua direção. Na década de 1960, foi muito solicitado a participar de shows em teatros no Rio de Janeiro. Por essa época, participou diversas vezes da roda de samba no Teatro Opinião. No ano de 1968, foi um dos fundadores do Conselho Superior de Escolas de Samba.
Sabemos também que o senhor escreveu, entre outras pérolas:
Carolina, meu bem
• Divergência (c/ Zagaia e Quincas do Cavaco)
• Formiguinha pequenina
• Isso não são horas (c/ Catoni e Chiquinho)
• Lá vem ela
• Moro na roça (c/ Zagaia)
• No tempo dos mil-réis (c/ Sidney da Conceição)
• O namoro de Maria (c/ Aniceto do Império) (www.dicionariompb.com.br).


Daí, nossa Leci Brandão homenageia Cartola, Paulinho da Viola, Silas de Oliveira e o Ceap confecciona um tapete de CAMÉLIAS DA LIBERDADE para o Mestre Xangô.


APLAUSOS para Leci, para o Ceap, para Maitê, para Ivanir, para Carmen , para os Professores Eduardo Silva, Helena Theodoro, Vanda Ferreira, Eliane Borges, Zulu Araújo, Carlos Guimarães, Rosilene Torquato, Antonio Pompeo, Israel Evangelista e para a comunidade negra que encheu de orgulho nossos mestres como OLIVÉRIO FERREIRA e JOSÉ DO PATROCÍNIO...

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Quem é Mauro Vianna?

Jornalista e Produtor Cultural, (República do Samba, Café de Bambas, Centenário de Carlos Cachaça, Zé Ketty Vive, Darcy da Mangueira, 70 anos, Ismael do Estácio apresenta os seguintes projetos para o biênio 2007/2008: livro, video-documentário e shows.

Recordatório realiza Arraial Cultural da Lapa

No próximo dia 28 de junho, das 15h ás 23h, o Recordatório irá realizar Arraial Cultural da Lapa, com Oficinas de reciclagem e danças populares, brincadeiras, gincana cultural, ladainha. Além disso será realizado uma série de apresentações culturais, como: Bumba-meu-boi, Tambor de Crioula e Cacuriá - Cia. Mariocas, Grupo Bombo de Corda, Grupo Raspa de Juá e Grupo Paideguará. Durante a festa o DJ Raro irá animar com músicas tradicionais e comidas e bebidas típicas da festa de arraial serão servidas.

SERVIÇO:
ARRAIAL CULTURAL DA LAPA

Quando: 28 junho (sábado) das 15h às 23h
Onde: Rua Joaquim Silva, entre a Rua da Lapa e Av. Augusto Severo

ENTRADA FRANCA (evento na rua)

Festa ANTÍDOTO realiza segunda edição

No próximo dia 28 de junho, a partir das 22h, o Cine Lapa abriga a segunda edição da FESTA ANTÍDOTO, que vem com a proposta de unir atividades artísticas com balada, sem limites de onde começa uma e acaba outra! Produtores e artistas atacam como DJs; exposições invadem o bar e a pista de dança; performers interagem com o público e distribuem shots de cachaça e o som passeia pelo melhor de diversos estilos, com várias promoções de drinks.

Na sua primeira edição, a festa levou mais de 200 pessoas ao Cine Lapa e, devido ao sucesso, passa a ser bimestral nessa casa. A segunda edição conta com uma exposição maior dos alunos de Artes Visuais da UERJ, projeções dos fotógrafos Clayton Leite, Luiz Lima e Cris Nogueira além de vídeos do artista plástico e grafiteiro Carlos Contente.

O palhaço Mister Looongo registrará o público e essas fotos irão interagir com as imagens projetadas e desenhadas no telão, criadas pelos próprios DJs e pelos alunos de Artes Visuais.

A festa será regada com shots de cachaça distribuídos ao longo da noite, que terá o som comandado por Renato Jukebox (editor e ilustrador) e os estreantes: Rodrigo Van Der Put (diretor de videoclipes e propaganda), Rafael Adorjan (ilustrador e fotógrafo), Felipe Fanta (ilustrador e designer) e Fabiano Pacheco (PAX – guitarrista da banda Toatoa). A cada 40 min o som mudará de acordo com o DJ, variando entre soul, rock, pop, samba, ska e eletro.

Durante toda a festa rola promoção de dose dupla de caipirinha e caipivodka até meia-noite e combo com 4 cervejas (Antarctica) por R$10,00, além da já tradicionai shots de cachaça sendo distribuidos no decorrer da festa.


SERVIÇO:
FESTA ANTÍDOTO

Quando: 28 de junho, a partir das 22h.
Onde: CINE LAPA - Pista 2 (Mem de Sá, 23 - Lapa).
Preço: R$15 normal, R$12 com flyer e R$10 para universitários.

Grupo Milongas realiza festa com caldo verde

No próximo dia 05 de julho, a partir das 15h, o Grupo Milongas estará realizando uma Festa com o típico CALDO VERDE (que inclusive será diferenciado para vegetarianos e carnívoros), com música, histórias, microfone aberto para piadas e comédia em pé. Além de cervejas, bebidas diversas, Caldo Verde e comida à balde.

A festa será realiza na na sede do Grupo Milonga, que fica na Rua Almirante Cochrane, 220 casa 09 , Tijuca (bem perto do Metrô da Saens Peña). O ingresso será de R$15,00.

A organização pede para interessados confirmar presença por email ou pelo telefone: (021) 2234-9631.

Download: Nerdson não vai à Escola

No dia 08 de agosto de 2006, quase dois anos atrás, um blog surge na internet, dando destaque à informações sobre cultura digital, design e ilustração, jogos, livros, música, programação, software e web. O blog em questão se chama Nerdson e com esse nome e esses assuntos está na cara que o site se trata na realidade sobre a cultura nerd. Eles assumem mesmo e melhor que isso, os autores do site fazem quadrinhos muito bem humorados, onde dão destaque a personalidades na internet, super-heróis chamado Libman & APIboy ou assuntos diversos na seção Hello world e passagens pela FISL (Fórum Internacional Software Livre).


O blog traz um total de 96 tirinhas rápidas e quadrinhos já publicados, onde o mais recente quadrinho relata como seria se a música do Legião Urbana: "Eduardo e Mônica", fosse adaptado para o universo Nerd. Boa leitura!



Acessem: http://nerdson.com/blog/

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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Quem disse que as Guerrilhas Abertas também não amam?

Enfim, começamos o mês de junho, quarto mês de circulação da revista e a Guerrilha Aberta não arreda pé de onde está e onde quer chegar. Nesse clima, a revista traz uma entrevista com Junior Perim, coordenador executivo da ONG Crescer e Viver, que desenvolve um trabalho de circo-social que começou em 2000, com enredo de escola de samba e hoje é uma lona de circo na Praça XI. Junior conta um pouco sobre a Rede de Circos do Brasil e da dificuldade do Circo, de como se impor como uma atividade cultural, no Rio de Janeiro e no Brasil.

Nossos colunistas: Leo Carnevale e Mauro Vianna trazem informações como a apresentação do projeto República do Samba, que é um projeto jornalistico-cultural, apresentado por 9 anos pelo próprio Mauro Vianna, onde convida todos a participarem. Já Leo Carnevale escreve o primeiro episódio de uma novela, que promete ser a novela que mais vai acrescentar vocabulário aos leitores. E quem disse que internet e humor não educa, hein?

Começando então AGENDA: a Lapa está como ponto central desta revista e começa as atividades com a temporada do espetáculo "O Pregoeiro", que além de estar em cartaz na Parada da Lapa, choperia da Fundição Progresso, toda terça às 21h, quem comprar ingresso inteiro, ganha o livro "A Nobre Arte do Palhaço" de graça. Parece até piada, mas não é não! E Atenção, palhaços de plantão, estão abertas as inscrições para a oficina da Nobre Arte do Palhaço também, que acontecem na semana seguinte, dias 14 e 15. Viajamos um pouco e vamos para São João de Meriti, onde o SESC lá está promovendo uma oficina de Jongo, todo sábado.

Começamos então a segunda semana de junho, com o encontro da Rede de Teatro de Rua, que acontecerá no Flamengo, no espaço da UNE. Logo após voltamos para a Lapa, enfim, para curtir mais uma edição do projeto Estrada 55, que traz 5 shows de diferentes estilos de músicos independentes, por apenas 5 reais, no Lapa 40 Graus. Finalizando, porque não, no dia dos namorados, curtir um rockzinho, hein?

A Festa College trará uma edição especial do dia dos Namorados, com discotecagem temática Smiths e show da banda Alice (Banda perfeita para uma festa do dia dos namorados, excelente pedida) e traz o seguinte slogan: "Mulher que entrar acompanhando e beijar na boca, não paga!!! " Ahhhh! Como é lindo o amor. Parece até piada!

Finalizando, a seção DOWNLOAD desta edição é especial, pois traz a vocês, 10 álbuns de música eletrônica de várias parte do mundo, incluindo o Brasil, pra baixar gratuitamente. Isso é o resultado de um ano de trabalho do selo virtual brazuca Psicotropicodelia Music.

Então, nessa ediçãozinha camarada, a Guerrilha Aberta vai balançando de um lado para o outro e vai saindo de fininho, prometendo sempre mais. Até o dia 20, acreditando que quem sabe, ela não encontra outra revista eletrônica por ai e não se apaixona e nasçam lindos gibis, despertando muita confusão e anarquia por esses tijolos amarelos eletrônicos.

Bye! Bye!

Entrevista com Crescer e Viver

Nessa oitava edição, trazemos uma entrevista com Junior Perim, coordenador Executivo da ONG Crescer e Viver, projeto que nasceu em 2000, dentro de uma escola de Samba e hoje é uma lona de circo dentro da Praça XI.



Guerrilha Aberta: O que é o Crescer e Viver? O projeto que surge dentro de uma escola de samba e vai se aliar ao trabalho de defesa da criança e adolescência e hoje é uma lona de circo, na Praça XI. Poderia nos falar como foi esse processo?
Junior Perim: O Crescer e Viver é uma organização que apropria o processo de ensino-aprendizagem das artes circenses como ferramenta de educação para cidadania e inclusão sócio-produtiva de crianças e jovens de classes e territórios populares. Surgimos, como vocês apontam, de um enredo de uma escola de samba em 2000 quando a Porto da Pedra resolveu homenagear os 10 anos de edição do ECA e nos constituímos como uma organização sociocultural autônoma em 2003. Chegar a Praça Onze foi um passo importante da nossa trajetória de ter escolhido o Circo nas suas dimensões simbólica e educativa como ferramenta de nosso fazer educativo e intervenção social e por conscidência chegamos ao território que nos remete ao início do nosso trabalho - o samba - e ao que hoje temos de mais forte que é o circo, a Praça Onze é o território que guarda as tradições históricas destas duas das principais manifestações de cultura do Brasil.


GA: Além de desenvolver a capacitar de crianças e jovens nas artes circenses. O projeto também está aliado a Rede de Circos do Brasil. Quantos circos fazem parte dessa rede e como estão sendo realizados esses encontros?
Junior: A Rede Circo do Mundo Brasil é um ator coletivo que reúne quase 20 organizações que utilizam o circo em sua intervenção social, educativa e cultural junto à crianças e jovens em situação de vulnerabilidade. Na avaliação do Crescer e Viver a Rede Circo do Mundo Brasil é um dos mais importantes atores coletivos do campo das artes circenses do Brasil, pois além da capilaridade que têm, ao estar presente em quatro das circo regiões do Brasil, tem uma produção de conhecimento e práticas educativas sistematizada que vem sendo apropriada pela academia, por outras organizações em trabalhar com educação e até mesmo pela Funarte que no último encontro que convocou para discutir as bases para a formação circense no Brasil usou como principal referência bibliográficas os textos produzidos e organizados pela Rede Circo do Mundo Brasil.

Mas o Crescer e Viver não está só nesta rede. Nossa visão agora é de trabalhar a cultura circense em sua dimensão produtiva, modelando produtos, espetáculos, enfim criando as possibilidades de promover a inclusão produtiva dos jovens com os quais trabalhamos pela via da cadeia de produção e de valor do espetáculo, dentro desta visão estamos também a partir das comunidades onde o Crescer e Viver está presente, Praça Onze no Rio e Brasilândia em São Gonçalo trabalhando com uma reflexão conceitual que estamos chamando de territórios e sujeitos criativos. Dentro desta visão estamos trabalhando com outras organizações de cultura, mais especificamente o Jongo da Serrinha e o Cinema Nosso, junto nós acabamos de fundar recentemente a "Rampa - Rede de Articulação, Modelagem e Produções Artísticas" que têm como objetivo o que estamos dizendo a mobilização e inclusão produtiva de sujeitos e territórios criativos.


GA: Na opnião de vocês, qual a maior dificuldade do circo hoje, no Brasil? E o que vocês poderiam deixar de aprendizado para tantos outros grupos e pessoas que querem formar redes pelo Brasil?
Junior: Em nossa avaliação a maior dificuldade do circo ainda é a baixa apropriação da história desta expressão e o momento histórico pela qual ela passa no Brasil. Temos hoje o que a Professora Ermínia Silva chama de novos sujeitos históricos do Circo. O Circo Social é um deles, mas que alguns segmentos do circo e dos gestores de cultura insistem em negar e/ou evitar o diálogo. Esta galera é refratária e fica presa neste debate do tradicional, versos contemporâneo, versos social consolidando uma tensão que não favorece o fortalecimento do potencial criativo, produtivo e inclusivo do circo, em diálogo com o que estabelece, inclusive a agenda internacional da cultura, capitaneada pelo Plano Nacional de Cultura que é a arte vista para além do simbólico, mas trabalhada transversalmente nas suas varias dimensões, entre as quais a cidadã e a econômica. Este conflitos que insistem em perpetuar não permite este diálogo mais amplo da cultura e é também um equívoco histórico, pois o circo vem ao longo dos tempos com a intinerância com a liberdade de dialogar com outras linguagens, incorporando elementos, símbolos e valores artísticos e culturais de diferentes lugares e grupos sociais.

Quem leu o último livro da Ermínia Silva vai perceber isso. E a avaliação e a conclusão que temos desta análise é de que o circo é contemporâneo desde de sempre. Mas aí vem uma galera com este papo de rotular de quem é isso, não pode aquilo, quem é aquilo não pode isso e por aí vai...Nossa parada em trabalhar com outros grupos e estabelecer relações em rede é essa, pegando pelo que nos une, nos amarra, nos faz trocar olhares e se perceber e o que nos une? O picadeiro, o palco, a rua e todo e qualquer espaço onde seja possível expressar a arte, em especial a arte circense. Rede é isso se entrelaçar pelos pontos convergentes e crescer no debate das nossas diferenças, não visando um superar a do outro, mas descobrindo a riqueza da nossa diversidade. Vejam vocês a chamada "bio-diversidade" é fonte de riqueza de desenvolvimento, temos que começar a ver isso também nas relações sociais, nas relações humanas e no caso aqui em questão na diversidade artística e cultural, trabalhando o que o Boaventura de Souza Santos chamaria de Ecologia dos Saberes.


GA: No ano passado, vocês montaram um espetáculo circense, chamado "Vida de Artista" e atualmente, vocês estão montando um segundo trabalho, baseado no profeta Gentileza. Como estão os preparativos para o espetáculo? E Quando poderemos vê-lo em cartaz?
Junior: Vida de Artista foi um marco da nossa trajetória, somos outra instituição depois deste espetáculo. Mais de 10.000 pessoas vieram à nossa Lona de Circo durante a temporada e não me lembro de nenhuma sessão onde o público não tenha aplaudido de pé. Este espetáculo foi um aposta institucional que ganhamos jogando com fichas de alto valor cultural na cena artística do Brasil. Desta fichas destaco o envolvimento, cooperação e incondicional apoio da Petrobras e a diretora geral do espetáculo Alice Viveiros de Castro cuja visão, reflexão, conteúdo e conhecimento estético sobre o circo não há no Brasil e arrisco dizer que está escrita na lista das melhores do mundo. Arrisco dizer isso porque como articulador internacional da Rede Circo do Mundo Brasil tenho viajado para diversos países e tido a oportunidade de conhecer muita coisa da formação e produção circense na comunidade planetária e, Alice já é conhecida nestes lugares pela sua produção de conhecimentos e pesquisa no campo do circo e, como Vida de Artista ela juntou isso com a sua experiência de direção teatral para dirigir um espetáculo lindo, trabalhando com jovens cuja experiência de produção criativa mais importante que tiveram foi a vivenciada no Crescer e Viver.

Tenho que falar muito da Alice porque ela nos lançou no desafio de apropriar nossa história também para construir um método de modelagem de espetáculos de circo, ela nos cantou a pedra e gente entro no bingo!!! Nesta equipe não dá para deixar de destacar a equipe de diretoras associadas e coreógrafos que juntou nomes como Lígia Veiga, mestre do teatro de rua e da perna-de-pau, Marilia Felipe, mestre da expressão corporal, Ana Luísa Cardoso, mestre do riso, Lurian Duarte, mestre em acrobacia de solo, Cristina Moura, mestre da acrobacia aérea e Alexandre Souto, mestre do trampolim acrobático. Também não podemos deixar de citar Aurélio de Simone um mago da luz cênica do Brasil e por fim um jovem fantástico que entregou todo o seu tempo criativo e talento realizando a composição e direção musical do espetáculo que foi o Daniel Gonzaga. O cara fez um trilha que na minha avaliação tem que entrar para a história da produção circense Brasileira.

Foi esta galera que nos lançou no "universo" da produção de espetáculos e que nos permitiu também conhecer o Leonardo Guelman, autor da obra "Univvverrsso Gentileza" base conceitual, argumento e nome do nosso próximo espetáculo, que será dirigido por Gamba Júnior, diretor e integrante da Cia. NósNosNós. Não vamos falar muito agora sobre este novo show porque pretendemos iniciar um trabalho amplo de comunicação desta nova produção que já tem parcerias da Petrobras, Sebrae, Capemisa e Resh Comunicação. A estréia está prevista para primeira semana de agosto deste ano.


GA: Nesse ano de 2008, muitos grupos como o Teatro de Anônimo, a Grande Cia Brasileira de Mysterios e Novidades até outros grupos internacionais estiveram ocupando a lona com apresentações, que eu lembro que na publicação do espetáculo Vida de Artista, vocês convidavam os grupos, com o desejo de ser um novo espaço aglutinador de movimentos culturais, no Rio. Como anda esse processo?
Junior: Andando a passos largos rumo a meta de resgatar a Praça Onze como berço do circo brasileiro e na consolidação da Lona de Circo Crescer e Viver como um equipamento democrático de produção, criação, fruição e difusão da produção artística do Rio de Janeiro, em particular a produção cênica de circo. A Cia de Mystérios e Novidades trouxe pra cá o espetáculo Gigantes pela Própria Natureza, o El Circo do Mundo do Chile o epetáculo SubZirKo que juntos em apenas de 04 sessões juntaram mais de 2,5 mil pessoas em nossa lona. Agora vem o Teatro de Anônimo com uma curta temporada de dois espetáculos em apenas dois dias, curta mais intensa pois a energia desta produção cooperativa deles com o Crescer e Viver é forte. Já faz tempo que estamos trabalhando para juntar companhia com a história do Teatro de Anônimo em nosso espaço o nosso próximo passo é convencer e trazer a Intrépida Trupe.


GA: Para finalizar, qual a importância do trabalho de formação e aplicação do trabalho de redes, no Brasil e no mundo?
Junior: Vivemos os tempos da tensões sociais, dos conflitos entre interesses diversos, da disputa desenfreada por algum lugar no mundo. Rede é a contra-hegemonia deste processo, esta é a importância o resgate da relações, que ressurjam aqueles pequenas redes de vizinhos, quem não lembra daquelas trocas de chícara de fermento em troca de uma meia dúzia de "bolinho de chuva"? Este sentido precisa ser reestruturado e restruturante das relações sociais e humanas, peixe tem, tá faltando é rede pra pescar.

Galhofa - Sorrub e Oileruá

Queridos Amigos, nossa coluna nesta edição não tratará de amenidades lingüísticas. Iremos mais fundo no verbo! Começamos hoje um pequeno enredo novelístico, com a finalidade de desviar sua atenção ao diversionismo cômico. O título esconde uma brincadeira que estimulará, espero eu, a ida ao pai de todas as definições. Senão curtam e gostem, ou gozem!
Leiam em voz alta é mais legal, héhé!
Bjs.
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Sorrub e Oileruá
Um história de Amor entre um dissoluto perdulário e sua sobejante bucelária!


I
Sorrub (com sotaque francês) era um sapudo. Baixo, gordo e atarracado!
Tinha ainda os óculos caídos na bicanca.
Andava por entre as fontes a bebericar água na bica, sonhando a pixirica.
O sarabatucu de noite passada o deixara deveras trombudo. Pitava um fino, distraído.
De cara encontra a mulher do bem-te-vi, siririca.
Ela andava a siriricar a piririca, pensando, quando iria à colcheta engatar uma bela piça. Há dias que andava assim, coitada, as picas!
Um olhar discreto ele lançou a sua bacineta.

Ele era uma figura de estranha atração. Apesar de sapudo, tinha um ar pimpão, e era sempre figura assídua aos namoros escandalosos.
Ela intato o corpo físico, sonhava já há um tempo quando teria o prazer de a um talo acariciar. Ela era um tanto mirra, de pernas e peitos, mas a parte carnosa do corpo formada pelo bubu! Hum...!
Olharam-se, atracaram-se.

Ele começou o entrave com um papo sonso perguntando o que tão formosa paloma fazia àquelas horas já lúcida e lépida. Que não era ainda horas de uma pequena andar solta pelas ruas. Afinal de contas, os bebuns voltavam para casa a esta hora.
Ela adorava um homem do tipo magriço. Paladino das damas, defensor dedicado das mulheres. Defensor piegas e ridículo, há que se dizer. Ela já notara sua peia arduosa espetando a braguilha.
O primeiro ósculo foi de muita paixão, feito de línguas e lábios.

Oileruá, este era o seu nome. Quis perguntar o que ele fazia já pedúnculo, mas achou que seria pergunta chispe, calou-se.
Trocaram mais algumas palavras. Ela fazia a tímida, sem o desembaraço das livres de qualquer prisão de corda ou de ferro que segura pelo rabo, aquele prolongamento da coluna vertebral de certos mamíferos, que deixa uns machos com a babugem escorrendo, como já disse, Oileruá tinha a pulpa suculenta.
Num movimento rápido sem razão aparente ou imaginária, que se alega para dissimular o motivo real de uma ação ou omissão, ele, devagar, cautelosamente, na ponta dos pés, aproximou-se salientemente dela.
Apaixonaram-se quando ao encaixe da rabiola, rabistel, rabiosque...

Oileruá já estava de quatro com o jeito melieiro de Sorrub. Alguma coisa de que até então se privara, ou de que não desfrutara, finalmente se concretizava para ela.
A visão daquela criança de quatro, de rabistel empinado, fez uma lambuzeira só na alma daquele glutão perdulário. Convidou-a para um café e depois para sua casa. Ela não podia. Marcaram outro dia.

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Quem é Leo Carnevale?
Ator, palhaço, diretor, escritor e colunista. Leo Carnevale desenvolve seu espetáculo "Pulitrica" pelas ruas, praças e onde for bem vindo seu Palhaço Afonso Xodó. Há algum tempo, está desenvolvendo sua capacidade literária voltada ao humor, ao teatro e a palhaçaria, aqui apresentada como Galhofa.