segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Guerrilha Aberta realiza a mais abrangente edição

Dia 19 de agosto de 2008, está saindo do forno virtual, a décima terceira edição, quentinha da sua revista eletrônica Guerrilha Aberta, que pode ser considerada com a maior e mais trabalhosa edição já realizada nesses 6 meses que a revista está no ar. E antes de começar a anunciar as atrações dessa revista. Gostaria de informar três notícias importantes:

A primeira é que estamos participando do concurso NOSSO TOP, que prevê alguns prêmios, para os primeiros colocados. Logo quem puder votar, o editor agradece. A segunda notícia é que fomos entrevistados pelo blog Operação Cavalo de Tróia, que desde o dia 11 de novembro de 2007, vem divulgando ações de cultura por todo o Brasil. Fundado pelo vocalista e estudante de história, Bruno Pleyades, fica a dica para quem quiser conferir a entrevista e ainda de quebra, conhecer a publicação eletrônica. Por fim, a terceira notícia é que fomos escolhidos para participar da 5o edição do Simpósio de Ciência e Arte 2008, que será realizado na Fiocruz, durante os dias 17, 18 e 19 de abril. Estarei por lá, durante todo o seminário, me procurem!

Agora sim! Abrimos essa edição, com a entrevista com João Carlos Artigos, do grupo Teatro de Anônimo, na qual fala sobre as futuras ações do grupo para esse ano, e ainda sobre a sétima edição do Anjos do Picadeiro - Festival Internacional de Palhaços. Ainda nessa edição, temos a estréia da coluna Estrada 55, com o colunista Ricardo Loureiro, produtor musical. Ele é responsável por um dos projetos que divulga a música independente autoral de vários estilos por todo o Brasil e o mundo. Gostaria que todos o recebessem bem, pois ele veio para ficar e somar.

Além disso, as colunas de sempre e mais divertidas do que nunca com o quarto espisódio da novela verborágica: Sorrub e Oileruá, na coluna Galhofa com Leo Carnevale. Já na coluna Dr. Boêmia, Luiz Manhães traz uma bela definição do que é a boêmia, resgatando um certo lugar lúdico, em relação a este espaço nas relações humanas e na sociedade. Já as colunas Nota Preta, com Mauro Vianna e Estrela Doce com Dalva Beltrão trazem dicas de programas pela cidade do Rio de Janeiro.

Começamos então, a programação da AGENDA, para esse final de agosto. Começando em alto estilo e o projeto Rindo à toa, com Chico Anysio e seus amigos, que começa nessa quarta-feira, a partir das 18h30, no Centro Cultural Light. Toda quarta-feira, Chico recebe amigos diferentes para fazer uma tarde mais divertida, sempre com ENTRADA FRANCA.

Continuando o projeto Território Cultural irá promover uma mesa de debate, no próximo dia 25, na CASA, sobre movimentos de Cultura, modos de cooperação e modos de gestão e finaliza em um cortejo muscial pelo centro da cidade, no dia 30. Ainda nessa mesma semana, a Uni-Rio realiza a 9o edição da Mostra Prática, do dia 26 ao dia 30, com apresentações de espetáculos, oficinas e mesas de debate. Ambos projetos também tem ENTRADA FRANCA.

Ainda no final de semana, no dia 29, o poeta Guilherme Zarvos estará realizando a segunda festa de sua loja CEPensamento, que fica no Catete, com a presença de representantes politicos, e artistas. E já no sábado, o Cine Lapa abre suas portas para realizar a terceira edição da FESTA ANTÍDOTO 3.0, trazendo músicas de diversos estilos, intervenções artistíscas e muita diversão.

Por fim, a Cia do Gesto estará com inscrições abertas para oficina de Teatro Gestual, da máscara neutra ao clown, com Luis Igreja no Café Cultural, (Botafogo), em setembro. Além disso, artistas circenses que estão em busca de expandir relações profissionais, vale a pena, participar da Audição, para trabalhar em uma rede de Hotéis cassino em Macau na China. A ação estára sendo realizada pela JNS Agency, na Escola Nacional de Circo, no Rio de Janeiro e no Shopping El Dourado em São Paulo, ambos no mês de setembro.

Encerrando, essa décima terceira edição, a coluna Download traz o livro "Direito, Tecnologia e Cultura", escrito por Ronaldo Lemos, que atualmente é representante do Isummit, encontro para discutir o futuro da licença autoral Creative Commons, além de ser advogado da Faculdade Getulio Vargas. O livro é de grande interesse para quem buscar mais informações sobre as mudanças nos últimos anos, no campo do direito, em relação as novas tecnologias e cultura.

Até a próxima edição!
Do seu editor,
Vinicius Longo

Entrevista com João Artigos, do Teatro de Anônimo

Após o espetáculo de circo, um menino se enfia no camarim e se encontra com um velho palhaço de circo, que já careca de saber como fazer o público rir, olha para o menino e pergunta: "O que quer?" e o menino responde rapidamente: "Uma entrevista!". O palhaço surpreso, tenta fazer alguma piada, mas antes mesmo de começar, o menino , senta-se ao lado do palhaço e continua a falar ansioso: "É que estou fazendo uma revista na internet sobre palhaços e comédia...". E o palhaço já achando demais, corta o menino e pergunta: "Você veio aqui fazer a entrevista, ou ser entrevistado?".

João Carlos Artigos, é um menino e um velho palhaço ao mesmo tempo. Uma pessoa que quando se encontra e assiste seus números, fica pensando se tudo o que você fez, foi de verdade mesmo? Nascido no subúrbio carioca, estudou no colégio Visconde de Cairu, no Meíer e lá, encontrou seus pares e fundou junto com amigos, um grupo de circo-teatro que hoje é ícone do circo-teatro no Brasil e no mundo: Teatro de Anônimo. Responsáveis por um dos mais importantes encontros de palhaço do mundo, o Anjos do Picadeiro, que esse ano de 2008, realiza sua sétima edição, no Rio de Janeiro.
Com vocês: João Artigos!


Guerrilha Aberta: O que representa o Grupo Teatro de Anônimo, na sua vida? Poderia dizer um pouco sobre os atuais membros do Grupo?
João Artigos:
O Anônimo é uma parte muito significativa da minha vida. É a escola, a familia, o trabalho e o canal que ajudei criar pra promover minha comunicação com o mundo. Depois de quase 22 anos, muitas etapas passamos juntos e aprendemos e amadurecemos juntos do núcleo que somos hoje eu, Angélica, Regina estamos desde a fundação, a Flávia e Shirley que já estão há tanto tempo que nem sei mais dizer quando entraram e o nosso novato é o Fabinho (Fábio Freitas), que está com a gente há 2 anos mas também, co-incidência já é da família domina os códigos que nos une já muito tempo. Inclusive estudou no Cairu (escola onde o Anônimo se formou em 1986). Como num casamento seguimos no exercício de renovar nossa relação, paixão e motivação a cada dia.


GA: O Teatro de Anônimo realizou, durante o mês de junho, uma série de apresentações em Festivais na Europa. Como é essa experiência para vocês e o que vocês poderiam contar sobre esses festivais e o trabalho de outros artistas pelo mundo?
João: A resposta já vem dentro do avião de volta (1 de Julho) e a experiência é muito boa, porém sem glamour. Saímos do Brasil para encontrar um novo público, porém, são também trabalhares, jovens estudantes, crianças, etc, como fazemos desde sempre no Brasil. Claro que tem a questão cultural, vamos encontrar um público educado para ver espetáculos na rua com o mesmo respeito e entusiasmo como se fosse pagar pra ver um espetáculo no teatro. Nessa turnê tivemos uma experiência particular em uma das cidades que estivemos na Noruega (Fredrikstard), poque aí encontramos um tipo de público extremamente frio e pouco receptivo para o estabelecimento de uma comunicação com o evento teatral. Aí fizemos um espetáculo em um balneário para 3 pessoas praticamente. Isso não se deu porque nós somos ruins e eles não gostaram do espetáculo, pois, as pessoas sequer paravam pra ver - total indiferença;

Já no outro festival em Porsgrunn, que tem 17 anos de existência, o público estava presente. A nossa relação com o público na Espanha é uma relação de total cumplicidade, na Bienal Internacional de Teatro de Ator, em Cuenca, o Roda Saia foi aplaudido de pé por dez minutos pelo público. E o mais incrível foi apresentar na hora da final da Eurocopa - Espanha e Alemanha - e ter público, uma roda de umas 300 pessoas atentas ao jogo dos palhaços. Não fomos só nós, no período do jogo , vários espetáculo aconteceram cheios de gente. No Plaza Mayor menos de 300 metros milhares de espanhóis acompanhavam a partida pelos telão colocado pela organização do festejos de Burgos.

Por último nunca é demais ressaltar que a palhaçaria brasileira está em um nível que pode falar de igual com qualquer escola de palhaçaria do mundo.


GA: Vocês realizaram durante o mês de maio, um "grande aulão", onde todos os membros do grupo irão realizar um trabalho em conjunto com as pessoas que participaram da oficina, onde até surgiu uma incubadora, não é? Qual será o resultado final desse trabalho, ainda poderemos ver esse ano?
João:
Na verdade o oficinão é parte da Incubadora de Gêneros Populares e a idéia desse projeto é estabelecer um espaço permanente estudo, criação, apresentação e renovação dos nossos quadros. Esse núcleo tendo como base a experiência dos espetáculos Tem Fuzuê, Tomara que não Chova e Almas Berrantes, mais a Noite Saci. Vai criar uma noite onde teremos teatro, circo, música, dança, comida e bebida. Está noite, que poderíamos chamar de cabaré, varietè tem a pretensão de se firma como uma noite permanente do Espaço Teatro de Anônimo. A previsão é de setembro já termos um resultado.


GA: O Teatro de Anônimo, junto com a CASA - Cooperativa dos Artistas Autônomos e o SEBRAE realizaram esse ano, o lançamento de um catálogo do Pólo Gastronômico da Praça XV. Como vocês se sentem, realizando um sonho e vontade antiga de revitalizar aquele espaço cultural, que já muito agitado no passado. Qual vai ser a periodicidade desses eventos?
João: Esse projeto do Pólo Gastronômico não é nosso nem da Cooperativa é dos comerciante locais. Ainda nos sentimos a cereja no bolo. Não tem estrutura para que o nosso trabalho seja pago. É um Mercado Cultural, mas a única coisa que não se paga é arte, a cerveja, os bolinho de bacalhau sim. Estamos descobrindo ainda como nos localizar naquele terreno agora tão cobiçado por muitos.


GA: Em que pé, anda o Anjos do Picadeiro 7, esse ano? Poderia nos adiantar alguma coisa, de onde vai ser e quais as figuras que já estão programadas para vir? E os interessados em participar, quando e para onde podem enviar o material?
João: O anjos esse ano será no Rio, será menor que as últimas edições, vamos radicalizar na possibilidade das trocas artísticas e vamos começar na ultima semana de novembro (24 a 28) com as oficinas. Montaremos duas galas montadas especialmente para o encontro. Os espetáculos começam dia 3 vamos até o dia 7 de dezembro. Como sempre estamos buscando criar espaços para os mais distintos trabalhos e podem mandar sim material. O caderno resultado do encontro passa está no forno e vai sair durante o encontro. Assim que tiver mais novidades fazemos uma entrevista só do Anjos, mas o que posso adiantar que já confirmamos a presença de Avner, The Excentric (direto de Nova York), Pacopacomo (da Espanha) e Jango Edwards, palhaço norte-americano.


GA: Com certeza! Você me contou outro dia, que está escrevendo um livro sobre Teatro de Anônimo, como está sendo esse processo?
João:
É sempre muito bom refletir sobre o fazer e ainda mais qquando essa reflexão é acompanhada por tão ilustres parceiros. O Livro do Anônimo que deverá sair um agosto/setembro é a reflexão sobre os elementos técnicos que constituem a trajetória Anônima.


GA: Finalizando, para você, como ganhador do nariz de prata e ganhador do especial do prêmio Circo de Soleil. O que é ser artista, hoje, nesse mundo?
João:
É ter que acordar todo dia, tomar café e sair pra construir meus sonhos. poder ter uma janela de interferência no mundo onde o trabalho, estudo, diversão estão intimante ligados.

* Todas as fotos, com excessão da terceira foto, são de autoria de Celso Pereira

Estrada 55: Agosto é o mês de festas para o projeto ESTRADA 55

No dia 6 de agosto de 2007, numa segunda-feira, às 3 horas da tarde, estreava com muita festa o programa ESTRADA 55, pela web Maré Manguinhos, já que ele representava os três anos do ESTRADA 55 com shows ao vivo. O primeiro programa na web rádio não foi muito fácil para seu idealizador e apresentador, Ricardo Loureiro, porque na véspera ficou sabendo que sua estréia poderia ser adiada, o que acabou não se concretizando, para satisfação de todos que ansiavam por sua estréia. Como não sabia ainda 'pilotar' suficientemente os equipamentos da rádio, Loureiro deixou a operação da mesa por conta do radialista Mário Azevedo com quem dividiu a apresentação do programa neste dia. O nervosismo, normal em estréias, fez com que Loureiro, em sua primeira fala, que foi lida, saísse atropelada. Essas são algumas curiosidades que rodeiam a estréia do programa que divulga a música independente autoral de vários estilos que este mês completa um ano. Mas, o mais importante neste momento, é que o mês de agosto é um mês de festas para o projeto ESTRADA 55 que completa quatro anos de existência com 48 edições realizadas o vivo e um ano de programa na web rádio Maré Manguinhos, diretamente do Estúdio da Fundação Oswaldo Cruz - Fiocruz, no Rio de Janeiro.

No dia 13 de junho deste ano, o ESTRADA 55 fechou uma importante parceria com o Sr. Éverson Paladini, proprietário da web e rádio FM que leva seu próprio nome, em Santa Catarina, e desde então o programa é transmitido ao vivo e simultaneamente pelas suas rádios, através da web Maré Manguinhos, na Fiocruz. Esta parceria trouxe ao projeto uma nova dimensão, já que a eversonpaladini FM e web tem um público fiel na Europa, especialmente, na Itália, e em vários outros países de todos os continentes. O programa tem alcançado, desde então, uma boa audiência, com ouvintes interessados e participativos.

Alguns artistas e compositores, freqüentemente, são convidados para participar do programa, contando um pouco de sua história e tocando algumas de suas composições ao vivo, o que acaba transformando um simples bate-papo num show acústico.

O convidado do dia 1º de agosto foi o cantor, compositor e escultor, Valmon, que falou sobre a sua carreira artística, desde a sua infância, já ligado à música – sua mãe era cantora de rádio - e às artes. Porém, uma infância difícil. Perdeu seu pai de uma forma trágica e, para sobreviver, foi trabalhar como vendedor ambulante, mas sem abandonar o seu sonho, a música. Mas anos depois, tudo mudou quando conheceu uma produtora alemã que o levou, junto com o seu grupo naquela ocasião, para a Alemanha, onde Valmon gravou seus dois CDs e fez shows em vários festivais. Acompanhado de Júnior Cardoso, violonista, desde o seu primeiro CD, 'Lua', Valmon tocou para os ouvintes da rádio a música inédita ‘Como será o paraíso?’, de seu novo CD que está terminando de gravar, em Salvador, e outras quatro músicas, conhecidas do programa, todas de sua autoria. Valmon acompanhado de Júnior Cardoso, ao violão, estreou no ESTRADA 55 em 31 de maio de 2007.

Na semana seguinte, dia 8 de agosto, o convidado do dia foi o cantor e compositor Fábio Lísias que nos contou sobre o seu envolvimento com a música desde a sua infância - com seus pais músicos - até os dias de hoje, passando por várias bandas como a Puêra e a Escambrau. Lísias é músico formado, estudou piano, mas acabou trocando-o pelo violão, porque 'é um instrumento mais fácil para levar à praia e para qualquer outro lugar', afirma o músico com total razão. Fábio Lísias, que também é produtor musical, neste momento está se apresentando toda semana no Teatro Municipal de Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, e gravando o seu CD solo que será lançado brevemente, agradecendo a sua namorada pelas letras inspiradas que tem escrito. Fábio fez a sua estréia no ESTRADA 55 (ex-Rolando na Estrada) dia 14 de maio de 2005.

Portanto, o ESTRADA 55 está completando seus quatro anos de vida com muito sucesso: 48 eventos ao vivo, 36 programas de rádio on-line, parcerias com a web e FM eversonpaladini e agora, para fechar melhor ainda, uma parceria com a Guerrilha Aberta que, para quem vive neste universo sonoro independente, tem tudo a ver.

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Quem é Ricardo Loureiro?

Ricardo Loureiro é formado em jornalismo, trabalha com assessoria de imprensa e pesquisa musical. Como divulgador cultural, criou o projeto Estrada 55 que divulga a música independente autoral desde 2004, produzindo e apresentando shows ao vivo e o programa pela webrádio dos estúdios da Fundação Oswaldo Cruz, Fiocruz.

Galhofa: Sorrub e Oileruá - CAP. IV

Sorrub e Oileruá

Um história de Amor entre um dissoluto perdulário e sua sobejante bucelária!
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IV

Sorrub era de cor brilhante, entre o amarelo e o castanho, o melhor que a mistura já produziu. Um mulo, resultante do cruzamento de égua com jumento, equus asinus.
Inspirava simpatia era agradável, aprazível. Sabia como ninguém pôr a mão em instrumento dedilhável e tirar sons de fazer soar o japacanim-do-brejo. Era um assobia-cachorro.
Esta qualidade natural, ganhou por mérito e virtude própria, a um amigo cuitelão, que a ele passou destas artes.
Choros, modas, sambas, cantigas, de tudo um pouco aqueles dedos vibravam os instrumentos de corda. O mulherio manifestava uma felicidade intensa quando Sorrub resolvia violar. Seu som cintilava a noite negra.
Violáveis eram as noites do alcouce.

À noite que perdeu o virgo era noite dessas. Era pra mais de dois quartos da hora precoce, sua mãezinha andava as voltas com um marítimo, rodando a saia a sua nau. Sorrub observava de longe em longe o movimento do curro quando uma “Neguinha” mui linda de repentino lhe dá um sobressalto. Ele se recompõe dando nova forma a uma melodia que fazia. A “Neguinha” tinha vindo ao som da laçaria que Sorrub produzia.
Ela se acocorara a seu lado e passou a acocar seus cabelos. A música estancou estalando no ar a mão. Os olhos. Leve sucção ela pôs-se a fazer nas suas conchas. Ele podia ouvir o mar batendo forte em seu peito. No peito dela. A mão. O mar bravio. Ondeavam pelo chão. As roupas encharcadas. O mar se abria para Sorrub.

A “Neguinha” sem sobreaviso alcança-lhe o instrumento. Ao se defrontar com a piça, estremeceu de súbito. Sorrub era dotado de um ornamental carvalho. Tinha a jeba de palmo e meio.
Como uma onda então ela lhe encobre o caramanchel fluidificando-o, deixando a jeba do tamanho de uma jaca. Que farnel pensou a “Neguinha”, ‘me farto nessa jeba’.
Sorrub era novel e a “Neguinha” conduziu-lhe o pincel ao bucelário.

A “Neguinha” conduziu-o pra cima e pra baixo, sentada verticalmente, aprumada, a pique. Conduziu, e ele, desfruiu, o pri-vi-lé-gi-o do goooohhzo.


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Quem é Leo Carnevale?

Ator, palhaço, diretor, escritor e colunista. Leo Carnevale desenvolve seu espetáculo "Pulitrica" pelas ruas, praças e onde for bem vindo seu Palhaço Afonso Xodó. Há algum tempo, está desenvolvendo sua capacidade literária voltada ao humor, ao teatro e a palhaçaria, aqui apresentada como Galhofa.

Dr.Boêmia: Boemia: o que fazer?

Boemia: o que fazer?
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Luiz Manhães

Uma pergunta nos auxilia a entender os fazeres boêmios, isto é: o que acontece nestes momentos de ajuntamento festivo? Esta é uma decisão que, geralmente, antecede, para cada boêmio, sua chegada ao espaço escolhido para estas práticas. Pressupõe uma filosofia de vida, um jeito de estar no mundo, uma opção negociada em cada rede de amizades que se forma pelos bares e botequins. Pode ser, também, que o "inesperado faça uma surpresa" (Johnny Alf) e um praticante saia sem rumo certo, pronto para o que der e vier, solto e leve, disponível para a vida como ela se apresentar. Adoniran Barbosa, sambista e boêmio, defende uma posição, entre outras possíveis, através de uma marchinha carnavalesca:

NóIS VIEMOS AQUI PRA QUÊ? (Adoniran Barbosa)

Não me amole rapaz, não me amole
Não me amole deixa de conversa mole
Agora não é hora de falá
Nóis viemos aqui prá beber ou prá conversá?
Quem gosta de conversa é camelô
Quem gosta de discurso é orador
Agora não é hora de falá!
Nóis viemos aqui
Prá beber ou prá conversá?


São muitas as maneiras de se praticar a boemia: em algumas, contida na pergunta do autor de "Trem das Onze", ou se bebe ou se conversa; em outras a bebida alimenta a palavra, pois como diz um ditado português, "há que se molhar a palavra, porque a palavra quer-se úmida". Em certas rodas boêmias "é proibido" se referir a determinados assuntos, como, por exemplo, política ou trabalho. Para amigos de longa data, que já identificam suas diferenças ideológicas, as discussões políticas ameaçam a convivência etílica e, o melhor, é jogar conversa fora. Entre companheiros de trabalho, que depois do expediente saem para tomar uma geladinha, esse pode ser um tema-tabu, a não ser que seja para falar mal do patrão ou do chefe... Foi num livro chileno de contos e histórias sobre a experiência vivida nos bares que encontrei outra idéia-força que pode nos conduzir ao entendimento do que é a boemia:

"É certo que a estrutura do bar e sua natureza recordam muito diretamente a experiência religiosa da confissão. É aqui onde a analogia entre 'templo de la conversación" e igreja parece ganhar certa profundidade. (...) O que ocorre no bar é um certo estado de comunhão. O que o bar tem de agradável é o tempo linear e heracliteano, da fastidiosa cotidianidade. No bar se busca um tempo perdido, o tempo que, por pura falta de tempo, nos retorna quase inconfessável" (Relatos & Resacas, Mariano Aguirre, 1998).

Como diz o ditado popular, o melhor botequim é o da esquina, porque é o mais próximo. Ali encontramos grupos de fregueses que promovem, muitas vezes sem combinação prévia, rodas de samba e de chorinho. Outros criam jogos e brincadeiras. Outros ainda preparam churrascos e peixadas como se estivessem no quintal da própria casa. E, pensando bem, não será nenhum exagero considerar o botequim, o pé-sujo, como uma espécie de quintal da casa de seus freqüentadores. Ou mesmo como uma espécie de clube social, onde os fregueses assíduos sabem que encontrarão seus pares para beber e bater um bom papo, onde reforçam laços de amizade e confiança. É o lugar onde se coloca a conversa em dia, onde nos informamos sobre o resultado do futebol, dando muitos palpites e fazendo nossas análises, já que no Brasil todos são técnicos. É o espaçotempo onde discutimos política e as notícias da cidade, onde, enfim, reforçamos, sem perceber, a sensação de pertencimento à rua, ao bairro, à cidade.

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Quem é Luiz Carlos Manhães?

Professor universitário da UFF, Luiz Carlos Manhães realiza um curso regular: "redes educativas na boemia musical". Sugerindo o nome da coluna como: "boemia musical" ou "Os Boêmios", em homenagem a Anacleto de Medeiros, autor da música gravada pelo Cordão do Boitatá. Entretanto, a coluna ficou como Dr. Boêmia em homenagem ao doutor especializado em boêmia. Viva!

EstrelaDoce: Entre duas Estrelas

ENTRE DUAS ESTRELAS
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Dalva Beltrão

Aracy de Almeida, a grande interprete de Noel Rosas e Áurea Martins uma das mais importantes interpretes da MPB, se encontram em grande noite.
Aracy (Teles) de Almeida nasceu no dia 19 de agosto de 1914. Foi criada no Encantado, bairro da zona norte do Rio de Janeiro. Filha de Baltazar Teles de Almeida e Hermogênea de Almeida. Aracy só teve irmãos homens.
Os pais de Aracy eram evangélicos, por esse motivo, cantava hinos religiosos na Igreja Batista que freqüentava e no bloco “Somos de pouco falar”.

Certo dia, conheceu Custódio Mesquita que a levou para Rádio Educadora, iniciando sua carreira artística. Mais tarde foi para a Rádio Tamoio e em 1933 conheceu Noel Rosa, que a convidou para beber uma cervejinha. Ficaram amigos e esse ritual se repetiu por várias noites. Ela se tornou a maior intérprete de suas músicas.
Nos anos trinta, Aracy foi uma das maiores intérpretes de samba, juntamente com Carmem Miranda. Na década de 40, Aracy de Almeida passou atuar a Boite Vogue, com sucesso. Gravou seu primeiro disco em 1934.

Áurea Martins nasceu no dia 13 de junho, em Campo Grande, subúrbio da Zona Oeste, filha de Antonio Joaquim dos Santos e Alzira Pereira dos Santos. Áurea se acostumou desde cedo a ouvir as músicas daquela época. Seu pai não era profissional de musica, mas gostava de reunir a família ... para tocar nas tardes de domingo, seu violão e ouvir a mãe de Áurea cantar. O repertório não podia ser outro: Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Orlando Silva, Orestes Barbosa e outros. Foi nesse ambiente que a pequena Áurea foi crescendo.
Seus tios tinham um regional (nome que antigamente se dava a uma formação de músicos). O tio João Clarinete tocava sax barítono e clarinete e Adelino, sax tenor.

O irmão de Áurea também herdou o dom da musicalidade. Elízio de Búzios, como é conhecido, toca violão, canta e compõe. Áurea acompanhava os tios e o irmão com o canto. Foi daí que ela despertou para a música.
Ela iniciou sua carreira artística na Radio Nacional, no programa Tribunal de Melodias de Mario Lago e Paulo Gracindo, mais tarde, passou atuar no programa de César de Alencar e Manoel Barcelos.
Em 1969, foi levada pela mão do maestro Anselmo Mazzoni, que também fez o arranjo para a música “Pela Rua” de Dolores Duran e Ribamar, que ela iria cantar naquela noite, no programa a Grande Chance de Flávio Cavalcanti, na TV Tupi. Foi um grande sucesso. Ela tirou o primeiro lugar e se tornou conhecida do público.

Como Aracy de Almeida, Áurea Martins também fez sucesso cantando nas noites. Áurea cantou na famosa Boite Drink.
Voz suave, mas com a agressividade da raça, ela marca a presença para quem ouve. Áurea já gravou vários discos, sendo o último o CD “Até Sangrar”, com a direção de Hermínio Belo de Carvalho e José Maria Rocha, pela gravadora Biscoito Fino.
Áurea Martins foi convidada pelo Centro Cultural Aracy de Almeida para fazer a homenagem à cantora na comemoração da data de seu aniversário. No show “A Època Áurea do Rádio”, Áurea Martins fez da noite um grande sucesso, interpretando as músicas gravadas pela Aracy, Elizeth Cardoso, Zezé Gonzaga e suas próprias gravações do seu novo CD. O show aconteceu na Sala Carlos Couto, anexa ao Teatro Municipal de Niterói.

Parabéns às duas estrelas que continuam brilhando!

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Quem é Dalva Beltrão?

Artista Plástica de mão cheia e jornalista. Dalva é do samba e faz parte da direção do bloco de carnaval: Bagunça Meu Coreto. Conhecedora de muitas artes e muitas, mas muitas pessoas no universo artístico. Ela chega no Guerrilha Aberta para somar forças e falar sobre o que ela quiser.


NotaPreta: Dicas de Programação

O Ipeafro, Memória Lélia Gonzalez e a Secretaria de Educação de Niterói nos enviaram os convites que fazem a NOTA PRETA desta semana, acompanhe:


25 de agosto – 2ª feira – 18h 30m
Apresentação do DVD Abdias Nascimento Memória Negra (95 min), dirigido por Antonio Olavo,
Centro Afro Carioca de Cinema – Rua Joaquim Silva nº 40 - Lapa

A apresentação é também uma homenagem ao poeta e revolucionário Luiz Gama*, pela passagem dos 126 anos de sua ausência entre nós (24 de agosto de 1882)


27 de agosto – 4ª feira – 18h
Coletivo de Estudantes Negros e Negras da UERJ – DENEGRIR inaugura sua sala de atuação “Abdias Nascimento”:
18h - leitura dramatizada da peça SORTILÉGIO
19h - homenagem a Abdias
20h - inauguração da sala
20h 30min – coquetel




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Quem é Mauro Vianna?

Jornalista e Produtor Cultural, (República do Samba, Café de Bambas, Centenário de Carlos Cachaça, Zé Ketty Vive, Darcy da Mangueira, 70 anos, Ismael do Estácio apresenta os seguintes projetos para o biênio 2007/2008: livro, video-documentário e shows.

Chico Anysio realiza tarde de humor com amigos

A partir dessa quarta-feira, dia 20 de agosto, o Centro Cultural Light estréia o projeto Rindo à Toa, com Chico Anysio e seus amigos. Nessa edição de estréia, estarão também presentes: Leandro Hassun, Bruno Mazzeo e Rey Biannchi. O projeto com entrada franca vai acontecer todas as quartas-feiras a partir das 18h15 (com distribuição de senhas partir das 17h30) até o dia 26 de novembro, trazendo sempre um evento com amigos diferentes.

O Centro Cultural Light fica na Av. Marechal Floriano, 168 Centro (Próximo a Central do Brasil) e a classificação é 16 anos. Essa é mais uma bela iniciativa para trazer o humor do velho mestre do Humor, que generosamente divide espaço com ícones do humor brasileiro, ampliando o acesso a comédia e aumentando o público a diferentes camadas sociais.


SERVIÇO:
RINDO À TOA, CHICO ANYSIO E SEUS AMIGOS

Quando: Toda quarta às 18h15 até 26 de novembro
Onde: Centro Cultural Light (Av. Marechal Floriano, 168 Centro)

ENTRADA FRANCA
(com distribuição de senhas partir das 17h30)

Território Cultural realiza cortejo musical no centro do Rio

No próximo dia 25 de agosto, às 19 horas estará realizando as últimas atividades desse ano, na Casa Mercado 45, com uma mesa de debates que discutirá o tema: "Movimentos de Cultura, Modos de Cooperação, Modos de Gestão: Impasses e Perspectivas", com Cléia Silveira (FASE), Jaílson Souza (REDES/Maré) e Eliane Costa (PETROBRAS).

Já no dia 30 de agosto, acontecerá um cortejo musical, teatral e circense que sairá da Praça XV, às 16h para a Rua do Mervado 45, com a participação da Banda Virimexe, da Banda de Pífanos Mirim e dos Bacamarteiros de Juazeiro do Norte.

O evento Território cultural, que realizou sua primeira edição em 2002 e está no seu sexto ano de realização, vem buscando resolver um problema social, neste ano: "Como promover a mobilização social nos dias de hoje? Parece ser mais fácil acompanhar os acontecimentos do mundo pela tv ou internet". Dessa forma, busca oferecer uma oportunidade de fruição para um público que vive em comunidades desprovidas de aparelhos culturais e ao mesmo tempo, potencializar o trabalho artístico ode grupos das próprias comunidades, buscando dessa forma abrir uma via de acesso ao mercado de trabalho e busca de dignidade que muitas vezes é diíficil de ser conquistado.

O Território Cultural é uma rede de troca de saberes e práticas artísticas, onde estão envolvidas mais de 130 pessoas diretamente. Criada pela CASA - Cooperativa de Artistas Autônomos, o evento visa reunir grupos culturais e a população de comunidades das mais diversas partes da cidade em três pólos: Madureira, Cidade de Deus e Centro, para um intercâmbio público de trocas artístico-culturais. São eles: Jongo da Serrinha (Madureira), REDES/Cia Marginal (Complexo da Maré), Crescer e Viver (Praça XI) e CUFA/Cia Tumulto (Cidade de Deus).

A primeira ação foi realizada no úlimo dia 17 de agosto, com a apresentação da peça: “Qual é a nossa cara?” da Cia Marginal, como ilustrada nas fotos (de divulgação).


SERVIÇO:
MESA DE DEBATE:
Quando: 25/8 às 19h
Onde: Casa Mercado 45 (R. do Mercado 45, Praça XV - 60 pessoas)

ENCERRAMENTO - CORTEJO MUSICAL
Quando: 30/08 das 16h às 21h
Onde: Praça XV a Casa Mercado 45 (R. do Mercado 45, Praça XV)

Entrada Franca

Uni-Rio realiza 9o edição da Mostra Prática, no Rio

Durante os dias 26 a 30 de agosto, a Uni-Rio estará realizando a 9o edição da Mostra Prática, trazendo espetáculos de teatro, música, dança e debates. A Mostra começa na terça-feira (26/08), às 11h, com o espetáculo de abertura: Claufusão, show de palhaço da companhia Pequeno Teatro de Retalhos, com Henrique Escobar e Mariana Fausto (que inclusive já foram entrevistados pela revista). O grupo já realiza experimentações artísticas há alguns anos, na linguagem do palhaço, bonecos, comédia física e apresenta um arsenal próprio de gags (movimentos especifícos da palhaçaria). O primeiro dia conta ainda com oficinas e espetáculos musicais e se encerra com a 4o edição do Cabaré de Palhaços da Uni-Rio às 19 horas, no Palcão.

Outros destaques da programação (ao lado - clique para ampliar e ver a programação completa), ficam por conta dos espetáculos convidados, com "A Descoberta das Américas, com o ator Julio Adrião às 19h, da quinta-feira 28/09, na Sala Cinza. Além do espetáculo "Gigantes Pela Propria Natureza", da Grande Cia Brasileira de Mysterios e novidades, às 16 horas, no Jardim do CLa. O primeiro espetáculo solo, com texto de Dario Fo conta a história de fatos reais ocorridos no tempo do descobrimento da América, passando pelo terror da Inquisição católica que perseguia os judeus na Europa até a cristianização forçada do povo indígena a ferro e fogo e a reação dos índios contra os invasores. Já o segundo espetáculo traz uma orquestra itinerante de rua, sobre pernas de pau, que traz músicas tradicionais indígenas, africanas e européias, referenciadas na obra do modernista Mário de Andrade.

No final do evento, no sábado dia 30 de agosto, a partir das 18h, fica pela tão conhecida e aclamada Festa de encerramento, com comida, perfomances e a apresentação do Grupo de Maracatu, Pé de Amendoeira e a banda de rock "Os Dissidentes".


SERVIÇO
9o. MOSTRA PRÁTICA DA UNI-RIO
Quando: De 26 a 30 de agosto
Onde: Uni-Rio (Av. Pasteur, 296 Urca)

ENTRADA FRANCA

Catete tem novo espaço cultural e político do Rio de Janeiro

No próximo dia 29 de agosto, de 19 às 22 horas, o poeta e fundados do CEP. 20.000, Guilherme Zarvos estará realizando a segunda festa da Coluna Zarvoleta em sua recente loja CEPensamento, no Catete. A festa será um encontro entre artísticas, com as bandas Voz del fuego & Lingerie Undergraud, Solange To Aberta, JMX, The Knutz e falas políticas com Aspásia Camargo, Fernando de la Rocque, Kdé Saraiva, Abel Duarte e do próprio Guilherme Zarvos.

A Loja CEPensamento fica na Rua Corrêa Dutra, 99, sl 206 - Catete. A entrada é Franca. A festa quer levantar entre outras coisas, uma valorização do Rio de Janeiro, com o apoio á retomada do Teatro Dulcina, na Cinelândia; a criação de um espaço multimida com tratamento acústico na Cobal do Humaíta; de apoio logistico aos novos empreendedores culturais, democratização do espaços culturais. Além de uma desvendaçao das contas do ECAD e atualização da biblioteca da UERJ.


SERVIÇO:
SEGUNDA FESTA DA COLUNA ZARVOLETA
Quando: 29/08 dae 19h as 22h
Onde: Loja CEPensamento (R. Corrêa Dutra, 99, sl 206 Catete)

ENTRADA FRANCA

Fotos retiradas do site CEPensamento

Festa Antidoto traz temática de campanha política para pista de dança

No próximo dia 30 de agosto, a partir das 22h, acontecerá no Cine Lapa, a FESTA ANTÍDOTO 3.0, onde produtores e artistas atacam como DJs, a pista de dança se transforma em uma galeria de arte e performances interagem com o público ou vice-versa! A Festa que está na sua terceira edição traz sempre uma temática da atualidade diferente para brincar e oferece uma dose de anti-corpos para se proteger e ficar imunes a loucura do dia-a-dia.

Nessa edição, a temática ficará por conta das campanhas políticas, onde os palhaços André Pateta & Looooogo ficaram munidos de muitos santinhos, distribuindo shots de cachaça e um bom bate-papo com diversas multiplas personalidades que vão desde Enéias até Crivela, acompanhados das intervenções de Léo, Leopoldo, Marcela , da UERJ.

Além disso, o evento contará com projeção de fotografias de Clayton Leite, Fernando Schlaepfer, Zô Guimarães, Nina Franco e Helena Salomão. Nas artes Plásticas do grupo [ATM] e videos dos alunos do curso de Artes Visuais da UERJ e com o curta premiado: "O Estudante Perfeito", do jovem cineasta Vitor Leite. Por sinal,vale ressaltar que estudantes da UERJ devidamente identificado pagam apenas 8 reais a noite inteira. Essa foi a forma que os produtores da festa encontrarão para dizer que esta festa veio para ficar e conta com o apoio maciço dos estudantes da UERJ.

Na pista de dança, que vai desde Tim Maia até Beastie Boys traz o ilustrador e editor da Revista Jukebox, Renato Lima; o fotógrafo e desenhista, Adorjan; o fotógrafo e designer, Fernando Schlaepfer; ilustrador e designer, Felipe Fanta. Além dos convidados: Aline Rocket e Eduardo (UERJ).

Os ingressos para a festa estão por R$ 15. Tendo a possibilidade de R$ 10 (lista amiga até meia-noite ou flyer e universitários com carteirinha a noite toda) e R$ 12 (lista amiga depois de meia-noite ou com flyer). Além disso, rola a tradicional promoção de Caipidrinks duplos até meia-noite e Combo de quatro cervejas à noite toda.


SERVIÇO:
FESTA ANTÍDOTO 3.0
Quando: 30/08 a partir das 22h
Onde: Cine Lapa (Mem de Sá, 23 - Lapa)
Ingressos: R$15 / R$12 (na lista amiga, no orkut e universitários) / R$ 8 (alunos da UERJ)

Cia do Gesto abre inscrições para oficina de Teatro Gestual

A companhia do Gesto, pioneira na pesquisa da linguagem do Teatro Gestual no Brasil está com inscrições abertas paras as oficinas de Teatro Gestual, com Luis Igreja. A Oficina é divida em dois módulos (Mascaras e Clown ou Palhaço), cdurante todo o mês de setembro de 01 a 26 de setembro, no Café Cultural, em Botafogo.

No primeiro módulo (Corpo e máscara), composta de 20 horas de oficinas, a oficina aborda um treinamento corporal, além da comunicação gestual, entrando em contato e utilização de cada uma das máscaras teatrais: Neutra, Psicológica, Abstrata e Meia-máscara. Segundo a Cia: "a máscara é uma linguagem do silêncio, gestos e palavras, que podem colaborar para a compreensão dos mecanismos do jogo teatral e ampliar a presença do ator em cena".

Já no segundo módulo (Clown), a oficina aborda um treinamento corporal mais aprofundado no trabalho técnico corporal e sua busca por um estado de comunicação integral e consciente em cena, trabalhando a comicidade corporal, a questão do nariz, como a menor máscara do mundo e o próprio jogo de clown palhaço de teatro. "O jogo do clown é o conflito entre a razão e o instinto, que está na essência do comportamento humano", explica a Cia do Gesto, e complementa: "o palhaço é o mais nu de todos os artistas, expondo-se e respondendo com originalidade aos estímulos do momento presente".

As vagas são limitadas e inscrições podem ser feitas pelos contatos abaixos:

Companhia do Gesto (ciadogesto@superig.com.br)
Luís Igreja = (21) 2247-1288 / 8225-2849 / luisigreja@yahoo.com.br
Ana Carina = (21) 8214-0879 / carinasantos@superig.com.br
www.rireviver.com.br


SERVIÇO:
Oficina Teatro Gestual da máscara neutra ao clown com Luis Igreja

Quando: Segundas, quartas e sextas de 9h as 13h
(mascaras: 1 a 12 de setembro / Clown: 15 a 26 de setembro)
Onde: Café Cultural (R. São Clemente, 409 - Botafogo)
INSCRIÇÕES ABERTAS

Audição seleciona artistas para trabalhar na China

Nos próximos dias 12 e 14 de setembro, a JNS agenciamento e Roberto Martinelli estará realizando duas audições, em São Paulo e no Rio de Janeiro, respectivamente, para contratar cerca de 30 artistas para trabalhar em uma rede Hotéis cassino em Macau na China. Podem se inscrever: bailarinos(as) bandas, músicos, tenores, cantores bilingues e artistas circences, como: palhaços, mímicos, mágicos de pequenas ilusões, pernas de pau, malabaristas, monociclistas e estátuas viva.

O trabalho oferece contratos de 6 meses e de 1 ano, com sálarios a partir de 1.600 dolares para circenses e incluem passagem ida e volta, com moradia em Hotel e 2 refefeições por dia para os artístas e uma folga semanal. A previsão de trabalho é para começar em dezembro.



AUDIÇÃO EM SÃO PAULO:
A audição em São Paulo vai acontecer no dia 12 de setembro, no Shopping El dorado (Av. Rebouças 3970 – 3° piso), a partir de 10 horas, com chegada às 9 horas para bailarinos(as) bandas,musicos e tenores e às 13 horas para artistas circenses. Inscrições podem ser feitas pelo telefone: (11) 3814-8667.


AUDIÇÃO NO RIO DE JANEIRO:
A Audição no Rio de Janeiro vai acontecer no dia 14 de setembro, na Escola nacional de circo (Praça da bandeira, 4 - Ppróximo ao corpo de bombeiro), a partir de 10:00 horas , com chegada às 9 horas para bailarinos(as) bandas, musicos e tenores e às 13 horas para artistas circenses. As incrições podem ser feitas pelos telefones: (21) 3638-4285 / 8779-7304 / 9401-0817.

Mais informaçãoes, nos telefones: (21) 8779-7304 e 9401-0817, ou ainda MSN: robertomartinelli1@hotmail.com / email: robertomartinelli1@hotmail.com - www.jnsagency.com


Desde já, boa sorte para todos os artistas!
É o que deseja a Guerrilha Aberta, que todos possam tirar bons frutos de trabalho.

domingo, 17 de agosto de 2008

Download: Livro Direito, Tecnologia e Cultura de Ronaldo Lemos

Nesta décima terceira edição e mais extensa edição já publicada da Guerrilha Aberta, a seção Download encerra com chave de ouro, com o livro: "Direito, Tecnologia e Cultura", escrito por Ronaldo Lemos.

Para quem não conhece, Ronaldo Lemos é advogado formado pela Faculdade Gétulio Vargas e atualmente responde como responsável internacional do Isummit, o encontro anual da licença de direito autoral internacional - Creative Commons, criado pelo advogado norte-americano, Lawrence Lessig. Ronaldo pode ser considerado como grande repercussor da licença por terras brasileiras. Para você ter noção, ele edita esse mesmo livro em 2005, pela Editora FGV e licencia em Creative Commons, com objetivo de disponibiliza-lo gratuitamente na internet, só que alerta: "É claro que no melhor espírito de open business, quem quiser adquirir a versão impressa do livro, também pode fazer isso através do site da editora".

O livro investiga os desafios no campo do direito, em relação a internet e da tecnologia digital e acompanha as transformações no direito, segundo ao autor, através de duas formas: "de modo indireto, quando as instituições jurídicas permanecem imutáveis ainda que os fatos subjacentes a elas se alterem profundamente; ou de modo direto, quando o direito se modifica efetivamente perante a mudança na realidade, em um esforço de promover novas soluções para os novos problemas". Entre outros assuntos aborda ainda sobre direito da propriedade intelectual.



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O Creative Commons Brasil disponibiliza opções flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de "todos os direitos reservados" do direito autoral tradicional nós a recriamos para transformá-la em "alguns direitos reservados". Para saber mais, assista os videos [1] e [2].

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Guerrilha Aberta agora é segunda-feira!

04 de agosto de 2008, segunda-feira. Você deve estar achando estranho, porquê a décima segunda edição da revista eletrônica Guerrilha Aberta está sendo lançada na segunda-feira. Se até a última edição, as publicações aconteciam às sextas-feiras. Pois é, é que a partir dessa edição, a revista será lançada agora, quinzenalmente às segundas-feiras (uma sim e outra não). É uma mudança para melhorar o seu estilo de vida e aproveitar para que você, leitor, fique cada vez mais informado e aproveite o início da semana para se manter informado. Falando em informação, esse mês de agosto, promete ser umas das melhores oportunidades para quem quer conhecer mais sobre a cultura popular do Brasil, mais especificadamente das regiões norte e nordente, pois algumas instituições culturais prepararam uma rica programação para o mês do folclore brasileiro.

Nessa edição, temos a entrevista com Márcia Fernandes, profissional de teatro com bonecos e que se dedica a dar vida a bonecos e gosta de dividir esse conhecimento com quem queira aprender.

Nossos colunistas Luiz Manhães, Dalva Beltrão e Leo Carnevale trouxeram respectivamente, um breve relato sobre o surgimento da palavra Boêmia, uma uma breve biografia do ator José Dummont e o quarto capitulo da novela Sorrub e Oileruá.

Começando a tradicional AGENDA: Começamos pelas unidade do SESC Tijuca e São João de Meriti, que estão com uma rica programação, que permeiam o universo folclórico e da cultura popular brasileira, passando pelo Boi bumba até um encontro de grupos culturais de culturais do Movimento União dos Artistas da Mãe de Deus, direto de Juazeiro do Norte, Ceará.

Ainda essa semana, começa a partir do dia 05 de agosto, a exposição: "A Mascará Teatral na arte dos Sartori", que trata sobre as máscaras da Cmédia Dell´Arte ao mascaramento urbano. que estará sendo realizado na Caixa Cultural até o dia 07 de setembro.

Seguindo a semana. Agora é lei: Todo segundo sábado no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em Santa Teresa tem o encontro mensal de palhaços: Palhaços no Varal, que reúne apresentações de palhaços com apresentações de números de até 10 minutos, a partir das 19 horas. Não percam!

Nossa agenda termina com a dica para quem quer curtir um espetáculo de teatro, o espetáculo: "Morrer ou Não", que está em cartaz no Centro da Justiça Federal, no Centro do Rio de Janeiro, até o dia 24 de agosto, com sessões de quarta a domingo, às 19 horas.

Fiquem ligados, que até o final do ano, o Teatro do Oprimido estará formando multiplicadores em diversos estados pelo Brasil e na Afríca. E na coluna "Download", o livro "
Cultura Livre", do autor da licença Creative Commons, Lawrence Lessig, traduzido em português, por Fábio Emílio Costa para ser baixado gratuitamente na internet.

Tenha uma boa leitura!
Até a próxima edição, dia 18 de agosto.
Do seu editor.

Entrevista com a titeriteira Márcia Fernandes

Nessa edição, conseguimos trazer uma bela entrevista com Márcia Fernandes, titeriteira, isto é profissional do teatro de bonecos, além de ser contadora de histórias e bacharel e licenciada em História. Márcia é uma mulher que se dedica não só ao ofício de dar vida aos bonecos, assim como construi-los e ensinar a quem se interessa pelo assunto. Com vocês: Márcia Fernandes!


Guerrilha Aberta: Como você se auto-definiria?
Márcia Fernandes: Iiiihhhiiii!!!!!!! Perguntinha dificil né? Ahahahahhh... Eu sempre acreditei que nós somos o que os outros vêem, não o que dizemos que somos. Mas vamos lá! Bom...Sou uma pessoa desencanada com a vida, gosto de gente e não como carne (morta) hehehehhh... Me esforço o máximo não entrar no estresse da vida, sei que as vezes não consigo, mas procuro respirar sempre quando algo tenta me tirar do sério. Hoje, em menos explosiva do que ontem, o que me dá uma melhor qualidade de vida.

Estudo muito para buscar um diferencial, gosto de ler, de brisa fresca, de compania boa, boa mesa, viajar, namorar, bonecar, contar causos dessa gente do povo - Ah por favor não confunda isso com fofoca. hehehe - etc. de coisas boas.


GA: A primeira vez que lhe conheci, você desenvolvia um trabalho de bonecos, com um cão de pelúcia, não é? Como é mesmo o nome dele? E Como começou essa história de teatro de bonecos na sua vida?
Márcia:
Ahahahahhhh**!!!!!!!!! Não é um cão de pelucia, é o TUNGA, o boneco mais bonito e charmoso das redondesas. Depois que comecei a desenvolver o minha palhaça, descobri que ele é o meu lado palhaço.
Pois então, sempre gostei de brincar, as vezes acho que a vida é uma grande brincadeira, e fico triste quando percebo que para muitos a brincadeira dá errado. Comecei a trabalhar com bonecos confeccionando personagens para show de transformistas. Depois passei a desenvolver personagens e adereços para espetáculos teatrais... E olha que já fiz bastante coisa, para o Rio e outros estados. Montei alguns espetáculos como: "Mingau de lobo! Deus me livre!" (texto meu), "O Campo de Santana do Império a República", "DUMONT. O Sonho de um Voador" e outros.

Participei de espetáculos de outras Cias, como atriz (que sou como profissão) e percebi que era hora de fazer uma faculdade e me formei em
História. O que me ajudou muito na escolha das minhas profissões. Isto por que eu sou de querer abraçar o mundo com as pernas e me meto em muita coisa. Hoje tenho mais definido que quero trabalhar com o teatro de bonecos e a contação de histórias, estou pretendendo inclusive entrar em um mestrado que me possibilite usar os dois generos de trabalho. Não sei se em Ciência e Arte ou Educação Ambiental, mas vamos ver.

Atualmente tem na Tv - Comercial do Multi Market - quatro bonecos que eu fiz (porco, vaca, galo e ovelha).


GA: Além do teatro de bonecos, você também desenvolve um trabalho de contação de histórias. Sempre vejo você dentro de seminários e festivais, relacionadas ao tema. Como você une os dois elementos para desenvolver um trabalho artístico? Márcia: O boneco entrou primeiro em minha vida. A contação de história veio com o ouvir o outro, seus causos, suas histórias e suas palavras, o que me levou a pesquisa dos contos. Depois na faculdade as pesquisas se intensificaram quando eu descobri que os ritos e costumes que praticamos até hoje sem saber o seu significado, vieram das tribos mais antigas, aquelas que deixavam de ser nomades para se tornarem sedentárias. Ixiii! Lá vai é tempo hein?! Logo percebi que para se organizarem em sociedade elas precisavam de um referencial, e este eram os mitos, as histórias que criavam como forma de alcançarem uma sociedade estruturada, com regras que servissem a todos.

E é por esse caminho, a busca da identidade, que procuro trabalhar. Quem sou eu e o que eu quero neste mundo. Sabemos por tanto que cada história tem a versão relativa ao ponto de vista da posição que está a vista de quem a vê, logo, não há história certa ou errada apenas uma história a mais. O teatro de bonecos tem muito disso, de tratar das relações humanas e seus entornos (sociedade, economia, politica...). Por ser um elemento questionador, principalmente no nordeste, não sei se em todo ele, mas em sua grande maioria mais para o interior, ele perpassa pelo outro, suas vivências e historicidades. Como em minhas oficinas de contar histórias trabalho mais com essa vivência, consigo unir os dois com muita facilidade. Mas não uso o boneco como o personagem de uma história, mas como um contador mesmo.


GA: Falando nisso, você está desenvolvendo oficinas relacionadas ao temas em alguns lugares não é? Conta mais um pouco sobre como é feito esses trabalhos e como as pessoas podem se inscrever? Márcia: As oficinas que desenvolvo, divide-se em dois módulos, primeiro trabalho o contador que existe dentro de cada um - ele com relação a ele mesmo, ao seu ouvinte, ao espaço que ele ocupa e desvenda neste universo simbólico, a história que escolhe para contar, etc - e no segundo módulo, o que chamo de musculação cerebral, trabalho os textos, as diferentes estruturas de cada categoria de história e como bem utiliza-la em seu favor para bem dizer o conto. O forte da minha divulgação é pela rede - internet -, e pelas filipetas distribuídas nas escolas para a equipe pedagógica. Portanto se alguém quiser fazer inscrição e não for cadastrado na minha lista de e-mails, envie um e-mail, para titeriteira@gmail.com, dizendo que quer pertencer a lista que logo será cadastrado e passará a receber a divulgação.


GA: Gostaria que você falasse como é fazer parte de um grupo de meninas que organizam um encontro mensal de palhaços, chamado "Produlhaças". Quais são as maiores dificuldades de organizar um encontro desse tipo e o que você considera como verdadeiro prêmio por desenvolver tal projeto?
Márcia: É quando a gente acha que já fez de quase tudo na vida e agora é só desenvolver o que aprendeu, é surpreendida com mais uma modalidade que invade sua história e se apossa de sua identidade bagunçando tudo. Esta sou eu, agora toda envolvida com a arte da palhaçaria, adorando esse movimento.

Para mim é muito legal desenvolver um evento com amigas e principalmente com pessoas que podemos confiar. Passamos por bons bocados que chamo de ex-periên-cia com este evento. É um evento totalmente democratico e gratuito. Não cobramos nada dos participantes e ainda passamos o chapéu para que eles não saiam de lá com as mãos vazias. Também não recebemos nada de ninguém, nada com relação a grana, monei, dinheiro. Aahahahhh, mas recebemos muito carinho e oportunidades de espaços que sempre abrimos a todos. Fazemos divulgação e convidamos o público... acreditamos que o palhaço precisa deste termometro - o público - para saber se seu trabalho está bom ou mais ou menos. E é isto que temos de fato e de verdade para oferecer.

As pessoas se inscrevem ou inscrevem seus números que deverão ter no máximo 10 min, com antecedencia, e participam do evento, que acontece sempre todo o segundo sábado do mês às 19h.

Ás vezes quem se inscreve acha por bem não aparecer e nem avisar,. Outros, ligam na hora para avisar que não dá para ir. O mais engraçado, aí eu acho hilário, é o cara que envia 3h antes do evento um e-mail para informar que não vai. Ahahahahhh... O que ele não se dá conta é que seu e-mail só vai ser lido talvez no dia seguinte. Bom aí é relaxar e gozar com quem apareceu. O legal é ver os que tiraram algum proveito da situação, e pode de alguma forma se sentir mais seguro com relação ao seu próprio trabalho. Os acidentes e o inesperado acontecem e acontecerão em todo o lugar, o que precisamos fazer é tentar melhorar e saber ter jogo de cintura e sabedoria para não transformá-los em um castigo. No mais, vamos que vamos por que a fila tá andando.


GA: O que é ser artista no Brasil?
Márcia:
Eu gosto! Gosto por que faço o que gosto. Gosto por que acredito na arte como uma energia transformadora, por que ela faz pensar, é a filosofia da contemporaneidade, por que é surpreendente, é aglutinadora, calorosa e acolhedora, é o instrumento de luta por uma vida melhor em todos os setores dessa estrutura social da qual fazemos parte. O Brasil! O que é o Brasil se não o nome de um terriotório que traz em seu colo gente de todas as categorias, raças, nacionalidades, personalidades... Como em qualquer outro país. Gente que ri e que chora, que briga e saúda, que trapasseia, cai e volta - não necessáriamente nesta ordem. Fazer arte no Brasil é lutar por dignidade, com a força de vontade e por um exercício de ser um cidadão ciente de seus deveres, direitos e responsabilidades.


SERVIÇO:
Curso: “Para se contar histórias...”

INICIO: dia 09 de AGOSTO (Sabado)
Quando: 09; 16; 23; 30/08 e 06/09 de 14h às 17h e 30 min.
Onde: SESC Tijuca (R. Barão de Mesquita; nº. 539, Tijuca)
Informações: Tel. 3238-2156 (SESC biblioteca) ou 9788-0307 (Marcia)
Capacidade Máxima: 25 participantes
Público-alvo: Interessados na arte de contar histórias.
Investimento: R$ 80,00 / comerciário: R$ 60,00 / rofessores, maiores de 60 anos e os inscritos antes da 1ª aula: R$ 70,00.